sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Zona Sul de Porto Alegre

Nos últimos meses, os quais eu tenho vivido uma rotina completamente nova em relação aos anos anteriores, reparo cada vez mais no lugar onde eu moro: a Zona Sul de Porto Alegre. Nasce forte um sentimento patriota para com este conjunto de coxilhas, riachos, praias e banhados ainda pouco urbanizados. Quero entender profundamente todos os detalhes dessa face do planeta.

As ruas deste lugar têm uma história nova, mais natural que humana, pois há menos de um século este lugar era como há 100 mil anos - morros, campos, capões e alagados à beira de um lago magnífico. Com a chegada dos europeus, este lugar começou a mudar. Vieram as chácaras, seguidas de postes de luz, casas e asfalto. As indústrias no vale do rio dos sinos fez efervescer a Zona Norte - migrantes de todos os cantos do Rio Grande do Sul compareceram para desfrutar de novas oportunidades ou encarar novas dificuldades. Que dirá um economista ao comparar a Av. Carlos Gomes de hoje com a de 50 anos atrás? Entretanto, este crescimento econômicos não se configurou aqui, nestes pagos da zona sul.

Hoje, o dinheiro do mundo inteiro passa pela zona Norte de Porto Alegre, ao contrário da zona Sul. Aqui é o lugar para onde foram morar as massas trabalhadoras, a classe média emergente das últimas décadas e algumas elites novas também, nada muito tradicionais. Os bairros que foram magnificamente arquitetados para as tais elites, como Assunção, 7º Céu e Vila Conceição, agora jazem em um silêncio "quase" mortal dos aposentados.

Enquanto o Norte crescia, o Sul esperava. Agora, em 2009, não há mais espaço físico para habitação na zona Norte. Eu vejo que chegou a hora da zona sul: o crescimento econômico vai vir para cá junto com as milhares de pessoas que compram terrenos residenciais e casas em condomínios que no ano 2000 eram sítios e campestres.

Essa nova e efetiva onda econômica que está em andamento não está nas mãos de ninguém, mas de todos. O crescimento será caótico e desordenado, sem planejamentos nem preocupações ambientais, sociais e paisagísticas. Caso este descaso permanecer, as contradições sociais vão se aprofundar além do que já estão. Como exemplo eu cito o Terra Ville e a estrada Chapéu do Sol: os dois são bem próximos e as contradições são grandes, como os campos de golfe enormes no ramo privado e casas pré-moldadas jogadas às traças para o espaço público.

Para onde vão as praças e os parques, se todas as áreas que estão sendo ocupadas são condomínios privados? Para onde vai a paisagem? Tenho a impressão que em poucos anos vão existir mais "Barras Shoppings" ao lado de riachos podres rodeados de barracos e cortiços.

Eu proponho, em contra partida à esse futuro, uma Zona Sul planejada, arejada, limpa, como centro de atividades culturais, naturais, saudável e sem contradições. Proponho a construção, em vez de "Terras Villes", de novos bairros planejados para todos e não para uma minoria. Proponho uma Zona Sul essencialmente pública.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Teorias da Imagem!

Por não ter passado na íntegra na cadeira de Teorias da Imagem, na faculdade, tive de fazer um relatório de recuperação. Ainda espero a nota para saber se fui aprovado ou não (preciso de um 10!.. ok, 9.5 também resolve) , mas vou publicar o relatório aqui de qualquer forma. A dissertação deveria ser fundamentada nas seguintes questões:

1. Considerando o texto Introdução à análise da imagem, de Martine Joly, defina imagem e discuta suas principais teorias: (2.0)
2. Apresente e caracterize os três paradigmas da imagem propostos por Santaella e Nöth: (2,0)
3. Explique as dimensões sintática, semântica e pragmática das imagens e exemplifique: (2,0)
4. Relacione imagem e percepção, considerando pelo menos um entre os textos a seguir: (1,0)
-AUMONT, Jacques. A imagem. Campinas, SP: Papirus, 1995, p. 17-31.
-AUMONT, Jacques. A imagem. Campinas, SP: Papirus, 1995, p. 37-52.
-AUMONT, Jacques. A imagem. Campinas, SP: Papirus, 1995, p. 77-97.
-SANTAELLA, Lucia; NÖTH, Winfried. Imagem: cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras, 1998, p. 15-32

5. Discuta criticamente os usos das imagens, considerando pelo menos um entre os textos a seguir: (1,0)
-FLUSSER, Vilén. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002, p. 7-28.
-MACHADO, Arlindo. O quarto iconoclasmo e outros ensaios hereges. Rio de Janeiro: Rio Ambiciosos, 2001. p. 6 – 33.

6. Problematize os usos das imagens feitos pela comunicação midiática, considerando pelo menos dois entre os textos a seguir: (2,0)
-ANDACHT, Fernando. A Experiência estética do indicial. In: GUIMARÃES, C. LEAL, B. S. e MENDONÇA, C. C. Comunicação e experiência estética. Belo Horizonte: UFMG, 2006, p. 153-189.
-MACHADO, Arlindo. A reinvenção do videoclipe. In: MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. São Paulo: SENAC, 2000, p. 173-196.
-KILPP, Suzana. Mundos televisivos. Porto Alegre: Armazém Digital, 2005, p. 7-33.
-ANDREW, J. Dudley. Christian Metz e a semiologia do cinema. In ANDREW, J. Dudley. As principais teorias do cinema. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002, p. 170- 192.


Pois, aqui vai meu texto, já dividido em tópicos >

1. Imagem e suas teorias.
*Dentro da discussão teórica há variantes sobre o que seria a imagem. Desde Platão julgando-as como simulacros da realidade, passando pela retórica medieval, que definia a imagem como algo que está no lugar de outra coisa, a imagem sempre foi estudada. Existindo várias vertentes entre os estudos (matemática, sociologia, informática, psicologia...), uma das mais recentes, porém talvez a mais relevante, é a semiótica, que considera a imagem como um signo, pois apresenta a capacidade de representar algo e impor uma interpretação a quem a vê.
*Tendo em vista as explicações de Martine Joly, imagem é um objeto segundo em relação a um objeto primeiro que ela representa através de certas leis particulares (que não ficam explicitadas no texto). Observa-se que este objeto primeiro não existe de fato, uma vez que é a junção e escolha de conceitos e ideias, que levam a outros conceitos e ideias, assim sucessivamente, sem fim (como foi explicado em aula tendo um computador como exemplo: um desenho de um computador foi feito tendo em vista a foto de um computador, que foi tirada de um computador, que por sua vez surgiu devido a um projeto de computador que brotou de uma idéia de alguém...). Também a imagem depende de um sujeito, pois sendo imaginária ou concreta, invariavelmente passa por alguém que a produz ou reconhece.

2. Os três paradigmas da imagem:
1º - Paradigma Pré-fotográfico > dentro desde paradigma estão todas as imagens criadas por meios anteriores ao advento da fotografia; são elas as imagens feitas à mão, de forma artesanal, artística, cuja característica fundamental se encontra na imposição que os utensílios utilizados em sua feitura denotam a partir de sua fisicalidade.
2º - Paradigma Fotográfico > Literalmente, a foto. Com o surgimento desta, torna-se possível que a imagem seja a captação momentânea do real em consequência do registro do impacto de raios de luz de encontro a um aparelho de suporte químico ou eletromagnético (a máquina fotográfica), raios de luz estes refletidos pelo objeto em questão a ser retratado. Pode-se dizer que, considerando que no 1º paradigma se pintava ou esculpia o que queria que fosse gravado para ser lembrado, no 2º se registra integralmente o que se deseja guardar. O real momentâneo é capturado sob o ponto de vista de quem maneja a câmera que bate as fotos, que podem ser entendidas como as imagens que apreendem lapsos temporais da realidade.
3º - Paradigma Pós-fotográfico > O último paradigma se resume às imagens geradas por computação. Com o advento desta tecnologia, imagens passaram a poderem ser criadas a partir da codificação de uma matriz de números em ‘pixels’ (ou pontos elementares), enfim visualizados em uma tela de vídeo.
*E dentro dessa concepção de paradigmas da imagem há os exemplos ambíguos, que parecem pertencer tanto a um quanto a outro. Como exemplo pode-se citar o holograma, que se encontra entre os paradigmas fotográfico e pós-fotográfico. Pois, se é excluído como manifestação do segundo paradigma, citando E.Kac, por que ao mesmo tempo em que “em oposição à fotografia, o holograma não é uma foto”, deve-se relevar que ele ainda necessita de luz e lentes para ser produzido, logo, também não pertence ao terceiro paradigma, e a discussão continua.
*São interessantes também as ‘passagens’ de uma imagem por entre os três paradigmas. Como exemplo, podemos imaginar a seguinte sucessão de eventos envolvendo uma imagem: primeiro bate-se a foto (2º paradigma), depois digitalizamos a foto para um computador através de um scanner (3º paradigma), em seguida imprimimos a foto, e encerramos o processo com uma, por assim dizer, ‘pintura’ (1º paradigma).

3. Dimensões Semântica, Sintática e Pragmática.
*Semântica > a imagem em si; ocorre correspondência com o objeto representado por similaridade; pela sua propriedade indicial, é uma afirmação da existência do objeto representado. Exemplo: a foto 3x4 da carteira de identidade.
*Sintática > se seria possível descobrir conjunções sintáticas similares aos signos visuais nas imagens; uma imagem poderia representar não só um objeto, mas também um predicado sobre esse objeto?; há três argumentos que discordam de tal possibilidade: 1) a incompletude contextual insiste que uma imagem sozinha não pode ser verdadeira ou falsa, dizendo que ela necessita de um complemento verbal para conferir veracidade; 2) a não-segmentabilidade defende que não poderia haver uma linguagem pictorial, em função de a linearização dos argumentos impedir tais palavras pictóricas de transmitir a interpretação como um todo proposicional; 3) enfim a vagueza dicente questiona se uma imagem pode transmitir a mesma afirmação de uma dada sentença. No entanto, para cada um desses argumentos é possível encontrar uma contra argumentação, pois a) a incompletude contextual não percebe que imagens em composições texto-imagem não dizem nada a respeito do potencial semiótico das mesmas quando se encontram sem descrições textuais; b) a não-segmentabilidade esquece que não é a linearidade, mas a simultaneidade a principal estrutura visual que relaciona elementos em questão; c) e a vagueza dicente ignora o fato de a imagem poder afirmar situações, independente de ter ou não relação equivalente à afirmação que faz. Exemplo: em uma reportagem, uma foto com uma legenda.
*Pragmática > retorna-se a questão das imagens serem ou não afirmativas; as imagens podem mentir?; para isso, deve-se considerar que nada pode ser apontado como verdade ou mentira se for manifestado em forma de imaginação, ficcionalidade, possibilidade, logo a função pragmática é aberta e indeterminada, e depende do contexto, uma vez que, por exemplo, uma foto de um ator fazendo tal expressão pode servir tanto para mostrar o que se deve, como o que não se deve fazer. Em suma, a dimensão pragmática argumente que a imagem não afirma, ela mostra. A respeito dessa dimensão, é interessante a abordagem feita no filme ‘Blow Up – Depois Daquele Beijo’ (1966), de Michelangelo Antonioni, onde se mostra uma forte contraposição entre as cenas em que o protagonista (um fotógrafo), escondido, bate fotos de apenas um casal em um parque despovoado, e as cenas na hora da revelação das fotos que literalmente revelam mais do que se julgava que fossem revelar. Uma imagem de uma situação aparentemente simples mostra-se na verdade extremamente complexa.

4. Imagem e percepção
*Vemos imagens porque elas são trazidas até nós através de processos químicos e físicos que ocorrem não só em nossos olhos, como também em outros órgãos sensitivos, que no final levam as informações até o cérebro, que as organiza e interpreta. Nossa visão é resultado de operações óticas, químicas e nervosas a ocorrerem sucessivamente, e depende de valores em relação à luz, assim como varia em função destes, tais como intensidade da luz refletida, o comprimento de onda da luz (percepção da cor) e a distribuição espacial da luz, que nos dá as bordas visuais (tendo por ‘borda’ o limite espacial do objeto). Vale destacar que estes elementos da percepção nunca são produzidos isoladamente; sempre simultâneos, a percepção de um afeta a do o outro.
*Porém não são somente estes aspectos que se devem considerar. Também é importante relevar ao processo de percepção visual as características particulares de cada espectador. Sobre isso se deve observar sua história pessoal, suas convicções, até sua visão de mundo, pois todos esses fatores podem inferir em sua interpretação da imagem.
(texto considerado:
A imagem. p. 17-31, de Jacques Aumont)

5. O uso das imagens.
*A idéia de que as imagens teriam uma ação danosa sobre as pessoas já é muito antiga. Judeus, bizantinos e protestantes, nessa ordem, foram as doutrinas religiosas que, fazendo uso da filosofia iconoclasta, rejeitaram qualquer representação visual, alegando que o uso da imagem seria uma prática pecaminosa. Já terminados, estes três ciclos do iconoclasmo fundamentavam sua ideologia na suposta superioridade da palavra escrita. Porém, hoje está havendo um retorno da premissa de que a imagem é a própria encarnação do mal, mesmo que, por enquanto, isso aconteça só no âmbito do pensamento filosófico. Todavia, ironicamente, esse conceito é baseado em argumentos falsos, pois o que os integrantes dessa vertente filosófica parecem não perceber é que a própria palavra escrita é, de fato, uma imagem. A escrita não pode se desvencilhar de sua essência imagética, uma vez que surgiu em função das artes visuais, com a iconografia sendo desenvolvida intelectualmente.
(texto considerado:
O quarto iconoclasmo e outros ensaios hereges, de Arlindo Machado)

6. Problematizando as imagens midiáticas.
*A partir do final década de 80 o videoclipe passa por uma evolução, chegando a desenvolver uma linguagem própria. Não mais se fazem somente videoclipes exclusivamente em função da promoção comercial que se é possível através da veiculação televisiva. Normalmente, ainda há exemplos destes, mas em menor escala. Hoje o videoclipe já pode ser considerado uma manifestação artística particular. Cineastas qualificados eventualmente dirigem videoclipes em função da natureza mais experimental e inovadora que esta mídia vem demonstrando nos últimos anos. Do mesmo modo ocorre o contrário, com diretores de videoclipes entrando no mundo do cinema. Esse ‘vai e vem’ ocorre principalmente por que, acredito eu, o videoclipe não deixa de ser uma espécie de musical curta-metragem. Não obstante essa similaridade com a sétima arte, o videoclipe possui características específicas. No videoclipe se possui uma linguagem mais autônoma. A variedade de combinações de imagens, sobreposições entre os três paradigmas, em sintonia com a música utilizada, resulta em realizações audiovisuais muito variadas, interessantes, e eventualmente, como em qualquer forma de expressão artística, geniais.
**Se no cinema surgiu e/ou foi muito utilizado, o sex appeal, como sendo um signo de natureza icônica com evidente parentesco desta estética com o sonho, o fantasioso, no reality show e no documentário há o index appeal, sendo este pertencente a uma classe de signo que está unida de modo existencial ao objeto dinâmico representado, de modo que haja um vínculo factual, resultando na fascinação que muitas pessoas sentem em assistir à condição humana, independente desta ser miserável, modesta ou extravagante. Cria-se uma enorme curiosidade em descobrir o que existe de mais autêntico no ser humano, a sua identidade particular (o ‘self’). E isso se faz conceber através dos gestos mais simples e superficiais que cada um emite com seu corpo, de forma ‘natural, compulsória, inevitável’.
**É o que o diretor brasileiro Eduardo Coutinho tenta registrar em seus documentários. Ele tenta transmitir o que acontece no encontro inédito entre duas pessoas; tanto é que o trabalho de ‘achar’ o futuro entrevistando e agendar a entrevista fica a cargo de sua equipe, para que no momento da entrevista ele nem saiba direito com quem irá falar, e a conversa na entrevista saia de modo natural, real, sem qualquer chance de ensaio (o que iria contra a proposta do diretor).
**Esse conceito do ‘real inédito’, a princípio, também é utilizado pelo reality show (cujo próprio nome já indica tratar-se de ‘realidade’). No entanto, ao menos no diz respeito às edições da versão brasileira do programa Big Brother, da Rede Globo, não parece ser exatamente assim que acontece. Segundo Peirce, o índice ‘exerce uma força real sobre a atenção [...] e a dirige para um objeto específico do sentido’, e é exatamente isso que a Globo faz, só que, se no documentário de Coutinho isso se dá de forma autêntica, no Big Brother a situação, se não é ensaiada, é planejada para dar resultados esperados. Para confirmar essa questão, basta relevar que para participar do ‘show’, os aspirantes a participantes devem enviar um vídeo falando sobre si, assim dando a chance aos analistas da Globo de selecionarem aqueles que são mais propícios a determinadas decisões e reações em função das decisões dos outros. Também não se deve esquecer que em função do ‘dia do paredão’, quando algum participante é eliminado, antes da eliminação os participantes com risco de deixarem o programa tem seus batimentos cardíacos monitorados e exibidos ao público (com a intenção, já discutida, de causar o index appeal na platéia, tentando torná-los mais próximos às identidades dos participantes). Se pensarmos bem, o próprio fato de estar ao par da informação de que nossos batimentos cardíacos estão sendo televisionados para milhares de espectadores já influencia nossa consciência a ponto de modificar o ritmo cardíaco em que nosso coração bate, resultando em uma transpiração semiótica diferente. Mais um fato a ser constatado é o de que entre as diversas horas de gravação dentro da casa, por variados ângulos, a emissora só os transmite, mesmo que ao vivo, de acordo com sua vontade; pois uma vez que não é possível mostrar todos os ângulos da casa simultaneamente, também não é possível conferir as conversas paralelas entre os participantes, e estas, quando visualizadas, passam pelas mãos dos editores da Globo, que as ordenam como bem entenderem. Para finalizar é válido dizer que, em minha opinião, a própria natureza lúdica do Big Brother já infere nos resultados orgânicos que a empresa poderia alcançar (e não alcança, como já foi explicado, por que não deseja tal realização). O simples fato de ser um ‘jogo’, com fins específicos, já altera o comportamento dos participantes, fazendo com estes, a essa altura já personagens, não ajam naturalmente, mas de fato atuem para conquistar a empatia do público, e deste modo cada um tentando ser o finalista dessa brincadeira cuja meta final é um prêmio, a ser uma farta quantia em dinheiro (além da fama).
**Neste aspecto da manipulação, interessante também é o caso da britânica Susan Boyle. Ao olhar o vídeo de sua apresentação, somos testemunhas de um momento dramaticamente lindo de uma mulher pobre e feia que, enfrentando o preconceito da sociedade, nos emociona e inspira através de seu dom para cantar. Deveras, o dom de Susan Boyle é real, já sobre o elemento drama não podemos dizer o mesmo. Claramente se nota que Boyle é tomada como piada antes de sua apresentação. O porquê disso se resume ao fato desta ser a aura que os produtores criaram para. Pois, parecido com o Big Brother, para participar do ‘Britains Got Talent’ é necessário um teste prévio. Logo, os produtores tinham plena consciência de ter um grande talento em mãos e a chance para um grande momento televisivo – o que envolvia nos manipular para que sofrêssemos um maior impacto emocional. E como o diz o crítico de cinema Pablo Villaça, ao falar este caso “comprova que o elemento ‘show’ é infinitamente mais importante que o de ‘reality’ em programas do tipo”.
(textos considerados:
A reinvenção do videoclipe, de Arlindo Machado; e Experiência estética do indicial, de Fernando Adacht).
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Eu até escreveria mais. Principalmente nos tópicos 5 e 6. Mas o relatório era obrigatório que ficasse aquém de 5 páginas, limitando-se a 4, as quais preenchi completamente.
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Não esqueçam: Comentários e críticas! Vamos lá! Pensem, comentem e critiquem.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Maio no Cinema

Então agora postarei mensalmente todos filmes que vi no mês. Começando por este Maio de 2009 que foi o mês em que vi o maior número de filmes, 46 (e detalhe para o fato de que tudo isso foi em menos que os 31 dias de Maio).
Aí vai:

Dia - Filme - Nota de 1 a 5 - Midia/Local
02 – X-Men Origens: Wolverine - **** - Cinemark BarraShopping
06 – Irreversível - **** - PC
06 – Fogo Sagrado! - * - TV
07 – Futurama: A Besta de Um Bilhão de Traseiros - **** - TV
07 – Os Reis da Rua - **** - TV
07 – Velozes e Mortais - ** - TV
08 – Um Ato de Liberdade - ***** - Cinemark BarraShopping*
09 – Pesadelos Mortais - * - TV
09 – O Terceiro Olho - **** - TV
09 - As Crônicas de Spiderwick - **** - TV
14 – Alien - **** - DVD
14 – A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras - ** - TV
14 – Cassino - ***** - TV
15 – Anjos e Demônios - ***** - Cinesystem*
15 – Turistas - * - TV
16 – Perfume de Mulher - ***** - DVD
17 – Despedida em Las Vegas - **** - TV
18 – Juventude Transviada - ***** - Cine F
18 – As Diabólicas - **** - Cine F
18 – Todo Mundo em Pânico 3 - *** - TV
18 – Wolf Creek: Viagem ao Inferno - *** - TV
19 – Ricky Bobby: A Toda Velocidade - *** - TV
21 – Cassino Royale (1967) - **** - TV
21 – M.A.S.H - **** - TV
23 – A Queda! As Últimas Horas de Hitler - ***** - DVD
23 – Super Escola de Heróis - **** - TV
23 – 007: O Mundo não é o Bastante - **** - TV
24 – Jogo de Amor em Las Vegas - ** - TV
24 – Janela Indiscreta - ***** - TV
25 – Um Sonho Dentro de um Sonho - ***** - TV
25 – Cativeiro - ** - TV
25 – O Pagamento Final - **** - DVD
26 – Boogie Nights: Prazer Sem Limites - **** - TV
26 – Mal Posso Esperar - **** - TV
27 – Entre o Céu e o Inferno - **** - TV
27 – Em Busca de um Assassino, part. I - ** - TV
27 – Banquete no Inferno - **** - TV
28 – E Se Fosse Verdade - **** - TV
28 – Um Convidado Bem Trapalhão - *** - TV
28 – O Caçador de Pipas - **** - TV
28 – A Iniciação de Sarah - ** - TV
28 – O Código Da Vinci - **** - TV
29 – Heróis - **** - Cinemark BarraShopping*
30 – Meninas Malvadas - **** - TV
30 – King Kong (2005) - ***** - TV
31 – Uma Noite no Museu 2 - *** - Cinemark BarraShopping


Uma legenda mais específica:
TV - significa que eu assisti ao filme na... TV!
DVD - significa que eu assisti ao filme no... DVD!
PC - significa que eu assisti ao filme no... computador
nome de cinema - significa que eu assisti ao filme em determinado cinema
* - ao lado do nome do cinema significa que assisti à estréia do filme
Cine F é a sessão de cinema da minha faculdade

Enfim, então no total foram 9 cotados com *****; 22 com ****; 4 com ***; 6 com **; e 3 com *.
Dos filmes que vi no cinema, o melhor foi Anjos e Demônios; dos que vi em casa, com bastante dificuldade em escolher, eu diria que foi Perfume de Mulher, seguido de perto por Um Sonho Dentro de Um Sonho, Janela Indiscreta e King Kong. Muito difícil escolha, não posso ter certeza.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Economia e a Propaganda

Aderindo ao "Efeito Manada", ou pasteurização do blog, resolvi me arriscar a falar de publicidade, propaganta, classes, Xuxa, Michael Jackson, etc. (risos)

Partindo do pressuposto que o Ser Humano é um ser vivo, ele necessita, para sua sobrevivência em meio à natureza, manter suas células vivas. Aquela história de ATP. Oxigênio nós temos de sobra na atmosfera, porém o resto é "te vira nos trinta". Frutas, raízes, brotos, carne, cereais: está aí a base da nossa existência. A Primeira Economia é que sustenta a humanidade. Isso é um fato. Certo? Não? Você leitor, faz fotossíntese?

Se não faz, pra não morrer em meio à natureza, isso é outro fato, temos, nós seres humanos, que trabalhar para manter esta economia funcionando. Se acabam os alimentos a espécie humana vai fazer companhia pro Dodô e pros Mamutes. Extinção. Isso tudo é muito simples.

Bem, a partir do momento em que existe a produção primária, surgem setores econômicos exclusivamente humanos, como a indústria. Aí que entra a propaganda e publicidade.
Não nego a existência de um grande comércio sobre o primeiro setor, mas eu nunca vi um OutDoor de uma Corporação de Soja oferendo promoções do tipo "Liquidação de Silos!! Aproveita que a temporada foi boa!! No cartão em 7x sem juros!! Depois é so pegar os Contêiners no cais!! "

Enfim, é com os produtos industriais que surge a propaganda que agente conheçe.
Com a indústria e com o Latifúndio. Claro, já que veio a indústria, vieram as máquinas e a galera que trabalhava no campo foi subtituída por tratores e etc. Como a propriedade da terra é alegada a poucos - porém bem armados- não sobra muito lugar no interior para uma massa de trabalhadores.

O que eu sei é que durante o século XX, aqui no Brasil, ouve uma inversão de população. Exôdo rural. Literalmente enchotados das fazendas, um contigente enorme passou a habitar as cidades e trabalhar onde? Na mesma indústria que expulsou eles de onde vieram. E a primeira economia está nas mãos de máquinas.

Inicialmente, a indústria no Brasil significou derreter ferro em caldeiras gigantes, furar o solo do Atlântico e outras atividades nada muito publicáveis. Indústria de base. Base pra que? Para a nova indústria, ou a indústria do 1º mundo.

E essa nova indústria faz os tais produtos industrias. Enquanto não houver automação total da cadeia produtiva, todos estes produtos industrializados dependem unicamente de trabalhadores. E não só os da fábrica, como no modelo fordista do pós-Guerra, mas de uma rede de trabalhadores e operários difusa e muito tercerizada, agora na nossa era pós-fordista e neo-liberal ( pelo menos estamos na sombra desta era).

Agora, em pausa, verifica-se que a produção deve ser consumida. Quem irá consumir toda aquele monte de produtos? A população, a massa, ou seja, os próprios trabalhadores!!
Esta estrutura, no século XX, chamava-se Estado de Bem-Estar-Social, o qual o governo intervinha na economia e distribuia a produção e renda de maneira regulada e modelada na sociedade.

Agora no século XXI, essa estrutura deixou de existir pois novos mercados foram abertos ( mais pessoas expulsas da primeira economia) como no Sudeste Asiático, Extremo oriente e América Latina. Vivemos em um Profit State, Estado-Empresa que apenas gerencia a atividade econômica em prol do interesse puramente privado. Em resumo, neo-liberalismo.

Neste contexto de economia confusa e difusa, tercerizações e capital informacional, o terreno é perfeito para a criatividade artística e bem paga do publicitário.

Entretanto, sem gente trabalhando, sem produto. Sem produto, sem propaganda.








segunda-feira, 11 de maio de 2009

Uma Criação Sobre Uma Criação

Tendo sofrido a infelicidade de não ir justamente à aula de Criação Publicitária em que os grupos dos seminários foram decididos, acabei caindo em certa desgraça por ficar com dois colegas que não tem o hábito de comparecer às aulas com freqüência, e não possuem um perfil no Orkut. Ou seja, o contato com eles é inexistente. Sendo assim, não foi possível uma mobilização para organizar o trabalho. Logo, o texto de recuperação surgiu como a única maneira possível de conseguir a devida nota. Assim, para evitar qualquer problema, ao invés de não ir à aula da apresentação para então precisar fazer a atividade de recuperação individual uma semana depois, levo-a pronta já na aula do próprio seminário.
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Também, não fui ao Xerox pegar o texto (os textos, no plural, já que supostamente todos os alunos deveriam ler todos os textos). Não me mobilizei nesse sentido sem motivo aparente (leia-se, preguiça). Mas enfim, encontrei na internet o texto que cabia ao meu grupo apresentar a terça parte final. O problema é que o texto está em formato PDF, e ao contrário das esperadas 101 páginas editoriais, há 47 páginas digitalizadas de tamanho A4. Logo, a ‘terceira parte’ que restou ao meu grupo apresentar, da página 71 até a 101, não foi possível de ser reconhecida (não há divisões por tópicos no texto inteiro, ao menos nessa versão que consegui). Então, me vi na obrigação de escrever uma resenha não sobre a parte do meu grupo, mas sobre o texto todo em questão.
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E isso parece ser a minha salvação. Sim, pois uma vez que resenha implica em uma relação minuciosa, uma idéia geral sobre uma obra sem se demorar em apreciações críticas, creio ser quase impossível fazê-la de apenas um terço do texto de Stalimir Vieira. Isto por que o autor parece ter uma habilidade fantástica de justamente se demorar muito em pouco, e arrastar a dissertação o mais longo possível. Mas digo habilidade fantástica por que, por mais que ele alongue a explicação, ele consegue, mesmo com os enormes parágrafos, nos fornecer uma leitura dinâmica e agradável sobre o assunto (e detalhe que eu detesto parágrafos grandes, embora eu mesmo os escreva também).
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Portanto, falar sobre um trabalho tão bem feito não será algo muito fácil. Pois bem, cheguei a escrever três páginas de tópicos sobre o que o texto apresenta. A partir desses tópicos, 36 para ser mais exato, tentarei discorrer de forma coesa tentando delimitar os ideais do autor quanto ao assunto principal do texto: raciocínio criativo.




Uma das primeiras afirmações que Stalimir Vieira faz é que não existe fórmula para criatividade, em publicidade ou fora dela. Deveras, não existe um caminho certo a ser seguido para ser criativo. Assim como criatividade não é um dom exclusivo de certas pessoas. Qualquer um pode ser criativo. Caso a criatividade não fosse tão ignorada, provavelmente mais pessoas seriam criativas. E aí está um dos maiores problemas da atualidade. As pessoas parecem ter medo de expressar sua criatividade. Por quê? Dois réus para serem julgados e condenados nesse julgamento: 1) Escola. A principal cumplicidade em espalhar o medo da criatividade entre as pessoas se reside no fato do método de redação exigido pelo vestibular, especificamente o da UFRGS, ser de um arcaísmo absurdo. Já não sei há quanto tempo se utiliza essa besteira de mínimo de 30 linhas e máximo de 50, com a obrigatoriedade de 4 parágrafos específicos, sendo um para introdução, outro para conclusão e dois no meio para desenvolvimento do tema. Digam-me o problema em escrever um texto de 29 páginas com três parágrafos. Existe? Não. Essa doutrinação que é imposta a todos que pretendem passar em qualquer vestibular de que escrever livremente e fazendo uso de sua criatividade para desenvolver uma idéia, mesmo que de forma coesa e com argumentos concretos e bem definidos, é um detalhe que pode impedir sua entrada na universidade. Sem contar na hipocrisia da condição de fuga ao tema, que se provou um conceito totalmente arbitrário no vestibular de 2008, onde a proposta da redação era escrever sobre um ou mais personagens da literatura brasileira que representassem o brasileiro em si. Houve pessoas que utilizaram figuras como Shakespeare ou Cervantes como personagens da literatura brasileira representado o brasileiro e ainda sim ganharam uma nota considerável. O que seria isso se não fuga ao tema? 2) Igreja. Tudo bem, não direi nada, pois os que diziam eram queimados vivos em praça pública... Ops, eu disse. A Igreja (com ‘Igreja’ me refiro à Católica por motivos óbvios) sempre ‘atrapalhou’, para usar um termo leve, na utilização da criatividade por meio de qualquer coisa. Pintores, escultores, arquitetos, filósofos, físicos, químicos, astrofísicos, escritores, dançarinos... A lista vai longe. Qualquer um que pensasse de forma diferente da Igreja era considerado ‘herege’, ‘infiel’ ou outra variação disso, e então, depois de um ‘julgamento’ (justo, claro; com direito à apelação), um julgamento torturante (literalmente), a pessoa era amarrada a uma cruz ou estaca mesmo em um local onde pudesse ser reunido o maior número possível de público e queimada viva para a ‘purificação’ da alma. Não sou fã de socialismo, que dirá de Marx, mas esse acertou em cheio quando afirmou que ‘A religião é o ópio do povo’, pois de fato é. Logo, depois de séculos de perseguição e punição às mentes criativas (por que não chamar assim?), a cultura católica popularizou o medo em ser criativo, o medo em de fato pensar, uma vez que para o sucesso de uma ideologia religiosa (qualquer que seja) é necessário que a pessoa não pense sobre o que vê e escuta, e apenas veja e escute.
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Logo, se a cultura popular (independente de sermos católicos não ou, a força dessa cultura – infelizmente - ainda é fortíssima entre toda população, por isso ‘popular’ – ao menos no que à realidade ocidental de cultura) nos impõe que pensar é errado, ‘pensar ao contrário’ deve ser insano. É aqui que voltamos à publicidade. Stalimir Vieira diz que em criação publicitária deve-se ‘pensar ao contrário’. ‘Pensar ao contrário’ no sentido de fugir do comum, sair da norma, fazer algo diferente, ‘pensar ao contrário’ é surpreender. É se perguntar ‘o que normalmente fariam?’ e fazer exatamente o contrário. Pegar o público de surpresa.
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Para tal, são necessárias duas coisas: obter informações e combinar dados. Respectivamente: ler o briefing e usar a experiência de vida. Como? Simples. Com o briefing se consegue as intenções do marketing. Através de uma pesquisa, acha-se uma oportunidade; a engenharia de produção cria um produto que atenda essa necessidade; disso vêm as intenções de marketing, que é o conceito racional, é como esse produto será percebido pelo consumidor. Só então entra a publicidade, que por sua vez é desenvolvida por uma agência de publicidade. O papel da agência é ser o intérprete da intenção do marketing para o público-alvo, é transcrever as informações racionais do briefing em emoções que despertem a atenção do consumidor. E para tanto é necessário se utilizar da experiência de vida. Só assim se acharão essas associações entre a racionalidade do briefing e a possibilidade emocional da mensagem publicitária.
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Detalhe importante se reserva à observação de Stalimir Vieira quando este fala que “devemos dedicar tempo ao estímulo de nossa sensibilidade para que ela nos corresponda com inspiração criativa”. Relevante o fato de que devemos exercitar tanto a mente quanto normalmente exercitamos o corpo. Exercícios mentais são tão, ou mais, importantes que os regulares exercícios físicos. E por exercitar a mente, o criativo é um trabalhador intelectual incansável. Ele quer a resposta para a pergunta não feita. Ele se envolve com o problema (o briefing) a ponto se apaixonar pelo que faz. Logo, o criativo é um apaixonado. Mas um apaixonado não só por que gosta do que faz, também o é de forma a ser incapaz de ficar indiferente com o que vê à sua volta, é um inconformado. Não desiste se está difícil. Isso o faz com que se empolgue ainda mais. O criativo recebe de braços abertos um bom desafio, pois isso o faz ter de pensar, e como já vimos, um criativo adora pensar.
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Lembrando de uma informação da introdução, “em publicidade, é muito comum mentir a respeito de coisas que ninguém vai ter a paciência de checar”. Com isso não se quer dizer que todo publicitário é um mentiroso. Não mesmo. Nem que todo comercial é uma mentira. ‘Muito comum’ é diferente de unanimidade, está longe de ser uma regra. Porém, acontece que, de uma maneira ou de outra, o que a publicidade faz é “vender uma bela e agradável ilusão”. E é nisso que se baseiam os críticos da publicidade em geral, alegando o batido conceito de propaganda coercitiva, acusando o publicitário de ser um maligno manipulador do subconsciente. É fácil desmanchar esse argumento. Uma vez que subconsciente é estar abaixo do nível de percepção humana, como é que se pode perceber conscientemente que um comercial está manipulando subconscientemente as pessoas? Não dá. E mais, depois de vendida essa ‘ilusão’, qual o problema nisso? Por acaso o nosso próprio sistema de justiça não está também ligado, de certa forma, a uma ‘venda de uma ilusão’? Um julgamento legal não poderia ser resumido em um advogado tentar ‘vender’ sua versão da história por meios de argumentos melhores que os do outro advogado? Mas, e se... E se ele ganha a causa, se ele conquista o júri, com o porém de ter ‘manipulado’ uma interpretação da lei a seu favor? Não seria isso também considerado como ‘vender uma bela e agradável ilusão’?
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Sendo assim, nossa ‘ilusão’ a ser vendida é unir o útil ao agradável. É gerar um conceito de comunicação em adição de uma composição de um contexto adequado ao imaginário do nosso público; expressar-se de forma que nossa intenção de marketing se traduza em um ‘objeto de desejo’. E sempre que se perguntado a um criativo sua opinião entre seguir o ‘correto’ e correr riscos para se chegar ao ‘objeto de desejo’, ele sempre aconselhará a segunda. Correr riscos é diversão para o criativo. Ele é pago para isso... desde que não erre. E não há como saber se acertamos se não tentarmos. Pois bem , o criativo tenta, gosta de tentar, e adora quando acerta.
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Só que correr riscos não é sinônimo de cometer irresponsabilidades. Muito pelo contrário. Só quem possui uma boa experiência de vida é que pode se dar ao luxo de arriscar. Mais do que a experiência de vida, é necessário que não se leia o briefing a contra gosto. Deve-se levar o briefing a sério, e tirar dele todo seu potencial. Aqui, com ‘levar a sério’, Stalimir Vieira quem dizer (ele mesmo explica) ‘ficar a fim’ do briefing, do mesmo que se ‘fica a fim’ de alguém. Somado à curiosidade que conseqüentemente se terá pelo objeto o qual ‘estamos a fim’, só desse modo se poderá ter intimidade com ele. E a intimidade com o problema é necessária para dominar o problema. O exemplo no texto é a analogia da intimidade que o bom jogador de futebol tem com a bola. Mas essa questão da intimidade (não apenas com o ‘problema’, mas de modo geral) vale para qualquer profissão. A intimidade seria a própria experiência de vida aplicada diretamente à profissão. Não só o uso da experiência de vida já explicitada, mas a sua relação com o dia-a-dia profissional. O que estou querendo dizer é que essa intimidade é resultado de uma ‘experiência de profissão’. Sobre isso, digamos assim: intimidade é a ‘experiência da experiência de vida aplicada à profissão’, acredito que essa frase consiga explicar o que penso sobre tal tema.
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Em certo momento do texto, o autor insiste que não devemos de cara já escolher um lado de uma discussão. Ele diz para analisar bem as informações para então concluir algo a partir delas e enfim tomar partido, ou não de uma idéia. Com isso ele usa de exemplo as campanhas da Benneton, com as polêmicas fotos de Oliviero Toscan. Sendo um assunto com defensores e contestadores (eu confesso que é novidade para mim), Stalimir Vieira o usa ‘apenas’ como um entre tantos jeitos de ‘pensar ao contrário’ que deu certo no geral, mas encontrou quem criticasse. Mais uma vez ele mostra que não existe uma ‘forma correta’ de fazer publicidade. Em certo momento ele chega a escrever: ‘Façam como quiserem’, pois não tem certo ou errado nas campanhas publicitárias (exceto, obviamente, quando se tratando de casos extremos envolvendo algo que denigra alguém, ou um grupo).
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No entanto, para ‘fazer como queremos’, no caso, ‘fazer publicidade como queremos’, deve-se entender o conceito de criação publicitária. E tal função, Stalimir Vieira faz muito bem, simplesmente nos revelando a significado da palavra criação: ‘qualquer forma de causalidade produtiva’; e de causalidade: ‘produção de um efeito ligado a uma causa’. Logo, ‘criação é um efeito produzido, resultante de uma causa’
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(vale relevar que no texto ele chama nossa atenção para o fato palavra ali escrita ser ‘causalidade’ e não ‘casualidade’ – em um artifício de escrita razoavelmente bastante utilizado em todo o texto, e isso até que chega a nos divertir, pois o autor o faz com categoria; ele conversa com o leitor e o entretém)
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Finalizando a escrita com um valioso conselho, Stalimir Vieira diz que não devemos tentar impressionar. Ele nos conta que enquanto tentava pensar em alguma idéia genial que lhe valesse um Leão em Cannes, ele não conseguiu pensar em nada. Porém, depois de relaxar, esquecer os prêmios, e deixar sua mente fluir sem aquela ‘auto-pressão’, ele conseguiu mais do que queria, indo trabalhar na Espanha. È necessário manter sempre uma postura humilde e simples perante os fatos, e não tentar logo de cara bolar algo ambicioso e complexo. O essencial em ser publicitário é pensar na estratégia, ter bom senso, e aplicá-lo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Em Defesa do "Em Defesa da Propaganda" [2]

Isso era para ser apenas um comentário adicional aos meus argumentos presentes na postagem anterior em resposta à crítica que recebi. Mas visto o tamanho da mesma, uma postagem me pareceu mais adequada do que apenas mais um comentário
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E para já deixar claro o erro de tradução do título do livro citado, ‘advertising’ é publicidade em inglês; e ‘propaganda’ é propaganda (por que complicar as coisas?!). E não, publicidade e propaganda não são a mesma coisa; a primeira se liga ao conceito de produto, a segunda ao de idéia. Logo, quando se é dito ‘Em Defesa da Propaganda’, deve ser entendido ‘Em Defesa da Publicidade’
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“necessidades artificiais que substituem as reais - as quais o capitalismo não é capaz de satisfazer” – disse Toti, em meio a vários outros apontamentos
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Eu sabia que uma hora ou outra um esquerdista iria ler meu texto e chegar para promover seu desgosto ao capitalismo. Nada contra. Tudo bem, cada um com suas crenças. Uns são realistas, outros sonhadores. Eu sou um realista; um ser humano capitalista vivendo em um país capitalista em mundo capitalista cheio de outros seres humanos capitalistas. Entendo que esse mundo capitalista é mais ou menos que uma merda, mas ainda sim, ele é uma merda. Pode-se empregar a conjugação do verbo no presente do indicativo, isto sendo uma indicação de que ele existe. E existi por que existe, por que somos assim e durante séculos construímos esse mundo. E como era de se esperar, pois é comum da natureza humana, surgiu uma segunda opção: o socialismo. Porém, uma vez que este visa desconsiderar o conceito de propriedade, tornou-se inviável sua aplicação. Pois digo que desde que o índio olhou para a maçã e disse: “É minha!” o ser humano nunca mais vai se desvencilhar dessa realidade de posse.
...
Dito isso, vivendo nessa realidade de posse, consequentemente há a realidade da compra e da venda. Pois bem, para se vender alguma coisa, alguém tem vender ‘algo’ para um outro alguém que queira comprar esse ‘algo’. E para isso é preciso propagar a notícia de que se quer vender ‘algo’. Somente assim, o sujeito que quer vender ‘algo’ consegue a publicidade necessária para que a notícia da existência de seu ‘algo’ chegue ao conhecimento do sujeito que quer comprar tal ‘algo’. Também, uma vez que o mesmo ‘algo’ passa a ser produzido e vendido por diferentes pessoas, essas querem que seu ‘algo’ seja mais conhecido e tenha mais destaque na mídia do que o ‘algo’ de seus concorrentes, para, deste modo, vender mais que eles e, por conseguinte, ganhar mais (o que é a lógica do ‘sistema’). E essa missão de propagar a notícia é o que faz a publicidade.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Em Defesa do "Em Defesa da Propaganda"


-Tendo sido solicitado para a nota da cadeira de Teoria e Prática da Comunicação Publicitária uma versão escrita da minha apresentação no primeiro seminário que participei na vida, aqui publico tal texto. Espero que os transeuntes que por aqui passarem deem uma lida, mesmo que rápida. Tentei dar um toque mais coloquial no argumentos presentes no texto original de Jerry Kirkpatrick. Postem aí comentários e críticas (tanto positivas quanto negativas - detesto trabalhar no escuro). Digam se é inteligível o que escrevi, digam se consegui passar a ideia principal sobre o assunto. Aí vai:




*A Propaganda subliminar supostamente “ilude e manipula”* > primeiro tópico do terceiro capítulo, de título 'O suposto poder coercitivo da Propaganda'


-Deste assunto já condensado por Jerry Kirkpatrick em quatro páginas, as primeiras do terceiro capítulo de seu livro ‘Em Defesa da Propaganda’, não há muito que acrescentar. [nota-se que o título em português foi mal traduzido; matéria para uma próxima postagem]


-Inspirada na psicologia freudiana, a acusação que Kirkpatrick rebate e desmente tão bem é a que os críticos mantêm de que a propaganda supostamente ilude e manipula o consumidor. E infelizmente, essa acusação ganhou muita popularidade.


-Um dos motivos dessa popularidade da acusação, de acordo com Kirkpatrick, é resultado “da inabilidade de muita gente em identificar a natureza e as causas de suas emoções”, e devo dizer que concordo. Digo, se esse é de fato um dos motivos da popularidade da propaganda, não tenho como afirmar (embora eu também concorde com isso), mas certamente o autor está certo quanto a ‘inabilidade’ citada. Sempre que alguém compra alguma coisa, não usa e reclama, a “culpa” é sempre da propaganda. Comprou por que quis! Ou agora a culpa é minha se o sujeito não pensa direito antes de torrar o salário na primeira coisa que vê pela frente?! Não, não é! A culpa é dele e somente dele. A propaganda de um produto aponta um revolver para ti e ordena: ‘Me compre!”? Não, é claro que não.


-Kirkpatrick afirma também que grande parte da popularidade que acusação ganhou se dá no mau uso da palavra ‘subliminar’. Pois bem, vejamos: “Subliminar: diz-se de estímulo indireto que atua no subconsciente”. Então, de acordo com esse significado de ‘subliminar’, presente no dicionário Houaiss, qualquer um pode tirar suas próprias conclusões quanto ao uso certo ou errado do termo. E, relevando a já citada inabilidade de muita gente em saber o que pensa, não seria estranho pensarmos que essas mesmas pessoas não soubessem o correto significado de ‘subliminar’.


-Outro fator relevante no contra-ataque à acusação, aliás, o principal fator, o melhor argumento para “quebrar a cara” de quem (pensa que) se sustenta com a crítica da propaganda subliminar ‘ilusionista’ e ‘manipuladora’ se baseia na seguinte contradição: uma vez que a noção de percepção subliminar é a “capacidade de perceber alguma coisa que está abaixo do nosso limite de percepção”, o conceito não é válido, já era. Como raios alguém pode acusar algo de manipular o subconsciente das pessoas se esse alguém estaria também a mercê desta ‘manipulação subliminar’ e, logo, não poderia ter conhecimento da existência da mesma?


-Por fim, pode-se concluir que essa acusação sobre o suposto poder subliminar da propaganda não passa de uma crítica infundada que se autodestrói com seus próprios argumentos contraditórios entre si.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Adam Smith Estava Errado De Novo



Enquanto eu estava na pacata cidade litorânea de Imbé, o mundo dos homens deu um solavanco.

Janeiro de 2009, a Crise Econômica desencadeada pelos EUA em 2008 passa a mostrar seus efeitos. Milhões de negócios e empreendimentos são esmagados e outros milhões de pessoas ficam sem dinheiro para manter suas vidas e suas famílias.  O desemprego atinge em massa todo o norte do globo, principalmente Estados Unidos, Europa e China. 

Ao ler estas notícias, eu vejo uma ironia profunda e até um tanto imbecil. 

Afinal de contas, o "Grande Furo Econômico" foi causado nada mais nada menos porque os banqueiros do mundo todo levavam como lema de seus investimentos o Laissez-Faire. A famosa frase clichê: "deixa acontecer". Há mais de 20 anos os neoliberais deixam as "coisas" acontecerem a favor de seus cofres. A História prova que uma hora ou outra os "ventos" iam mudar de direção.

O discurso da "Nova Ordem Mundial", tão falado no final dos anos 80, que prometia um mundo maravilhoso com a abertura total dos mercados e o fim do poderio da União Soviética - os verdadeiros "inimigos da liberdade"- já havia caído por terra de vez com o atentado de 11 de Setembro, em 2001. A Administração Bush ainda piorou a situação promovento guerra contra o Iraque. Com a crise de 2008 acabou-se finalmente a ilusão. 

A "liberdade" dos neoliberais fracassou de novo. Digo "de novo" pois a crise de 1929 é irmã gêmea desta presente nas bolsas de valores em 2009. Mas como então os economistas permitiram um erro tão absurdo, se tivemos a oportunidade de aprender com o passado?? - me pergunto. Entretanto logo me vem a resposta óbvia: dinheiro no bolso deixa o ser humando arrogante e tão idiota quanto uma galinha: gosta de comer e esqueçe que come para virar jantar. 

Assim, o final de uma Era é apenas o começo de outra. Aliás, como que por coicidência, os EUA têm um novo Presidente que já começou o projeto de intervenção Estatal. Barack Obama já começou seu trabalho de "limpar o chiqueiro". 

 Mas não é só os norte-americanos que estão atarefados. 

A Islândia - modelo de país idelizado dos neoliberais- fez uma Revolução em Janeiro de 2009.
O País considerado o "mais feliz do mundo", ao sofrer pesadas perdas com a Crise, ficou de cara feia. Pela segunda vez da História o povo feliz Islandês foi bobardeado por gás lacrimogêneo ( a outra vez foi em 1949). Mas um protesto em massa derrubou do poder o Governo Neo-liberal.

Num ato de "fúria", a Islândia derrubou o Governo Neoliberal


Praça tomada por manifestantes, em Reykjavik - Islândia

Ouve repressão, mas a Crise falou mais alto e o Governo caiu

Outro indício do fim dos tempos de liberdade econômica foi a Greve Geral na França.
Juntos na maior greve já feita nos último 40 anos, cerca de 2 milhões de desempregados, trabalhadores, estudantes e aposentados marcharam em um protesto anti-crise. Na quinta feira 29 de Janeiro de 2009 a França literalmente parou.


Greve Geral. A França parou em protesto ao Neo-liberalismo


Não só a França mas como todos os países Europeus enfrentam um clima de insatisfação. E as greves passam a fazer seu verdadeiro papel: impor as regras do jogo.


Greve em muitos países da Europa


Então, para finalizar a grande ironia de tudo, é em Janeiro que acontece sempre o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Desde início dos anos 90 este Fórum foi a maior reunião anual de baqueiros, empresários e políticos para disseminar o neoliberalismo mundo a fora. Conseguiram. Contudo conseguiram mais "um pouquinho" de seus objetivos. Queriam tanto Liberdade econômica? Agora têm uma Crise Mundial. 

Davos: Abaixo de neve e abaixo de Crise os Neo-liberais se reúnem pela última vez

Mas neste Janeiro de 2009 o tema do Fórum não foi o neoliberalismo. Foi, enfim, a Crise. E as "Estrelas" dos anos anteriores - como empresários e banqueiros bem sucedidos- não compareceram. Porque? Simples: eles faliram com a crise. O "Feitiço virou contra o Feitiçeiro". 

E os EUA, que sempre foram a liderança no Fórum, cederam lugar para o novo Guru dos capitalistas: Valdimir Putin.

Agora, os neoliberais aprendem lições com o "Papa" da Autoridade Estatal. E, para variar, o sujeito é o "Lorde da Rússia"- o tão temido inimigo da liberdade.

Este mundo é irônico.






quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Oscar 2009 - Melhores Efeitos Visuais e Melhor Maquiagem: 'Semi-finalistas'

Antes do previsto, a Academia revelou os sete semi-finalista na categoria Melhores Efeitos Visuais:
Austrália
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Hellboy 2 - O Exército Dourado
Homem de Ferro
Viagem ao Centro da Terra - O Filme
A Múmia: Tumba do Imperador Dragão

Acertei apenas quatro títulos: Batman - O Cavaleiro das Trevas, Hellboy 2 - O Exército Dourado, Homem de Ferro e A Múmia - A Tumba do Imperador Dragão. Uma média relativa. Mesmo que não tenha visto nem metade dos concorrentes, não fico tão orgulhoso dos acertos (em 2008 previ cinco dos sete, e acertei os três indicados!)

Tendo os semi-finalistas, eu poderia tentar adivinhar os três filmes que passarão pela última seleção e estarão competindo por um Oscar no dia 22 fevereiro, mas não farei isso agora. Tentarei assistir a todos primeiro.

Hoje, a Academia também anunciou os 'pré- indicados' a Melhor Maquiagem:
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Hellboy 2 - O Exército Dourado
The Reader
Sinédoque, New York
Trovão Tropical
The Wrestler

Como dessa lista só assisti a Batman - O Cavaleiro das Trevas, não arriscarei prever os indicados finais

Feilz Ano Novo!

07/01 - fim do vestibular
2009 começa hoje.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Oscar 2009 - Melhores Efeitos Visuais: 'Semi-semi-finalistas'

Aqui estão os 'semi-semi-finalistas' a uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais de 2009. Essa lista de 15 filmes será reduzida a sete no início de janeiro (aí sim os semi-finalistas). E dia 22 (de janeiro!) serão anunciados todos os indicados ao Oscar 2009 (que se realizará exatamente um mês depois). Na categoria de Melhores Efeitos Visuais somente três longas chegam a 'final'.
Para quem não se deu ao trabalho de ler minha última postagem, botei minha nota ao lado de todos os filmes selecionados (a exceção dos que não assisti)
Obs: os links (seguros) são do site (muito bom, devo dizer) http://www.cinemaemcena.com.br/
Tirei de lá a notícia, e recomendo as críticas de Pablo Villaça.

Austrália (não chegou ao Brasil)
As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian (não vi)
Cloverfield - Monstro (*)
O Curioso Caso de Benjamin Button (não chegou ao Brasil)
Batman - O Cavaleiro das Trevas (*****)
O Dia em que a Terra Parou (não chegou ao Brasil)
Hancock (não vi)
Hellboy II - O Exército Dourado (não vi)
O Incrível Hulk (****)
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (****)
Homem de Ferro (*****)
Viagem ao Centro da Terra - O Filme (não vi)
A Múmia: Tumba do Imperador Dragão (não vi)
007 - Quantum of Solace (***)
As Crônicas de Spiderwick (não vi)

Fico intrigado como o fato de 'Speed Racer' não estar na lista (hum...). 'O Procurado' também parece fazer falta.
Bom, seis eu não vi e três ainda não estreiaram no Brasil, sobrando apenas seis produções para eu comentar. Comentar não é bem o termo correto, vou apenas dar uma nota de 1 a 5 para os efeitos dos longas aos quais eu assisti.

Cloverfield - ***
Batman: O Cavaleiro das Trevas - ****
O Incrível Hulk - *****
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal - *****
Homem de Ferro - *****
007 - Quantum of Solace - ***

Ah, eis os sete que eu acredito que estarão na lista dos semi-finalistas (sem ordem/ e me concedo o direito de chutar um oitavo filme):

As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian
Batman: O Cavaleiro das Trevas
Hancock
Hellboy II - O Exército Dourado
O Incrível Hulk
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Homem de Ferro
A Múmia: Tumba do Imperador Dragão

Veremos minha porcentagem de acertos.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Filmes 2008!

Em 2006 fiz minha primeira lista de ‘melhores de ano’; o Top 10 dos filmes que eu tinha visto no cinema.

Top 10 de 2006 no Brasil
01. O Grande Truque
02. Munique
03. Piratas do Caribe: O Baú da Morte
04. Xeque-Mate
05. V de Vingança
06. Syriana
07. Filhos da Esperança
08. Missão Impossível III
09. 007 Casino Royale
10. E Se Fosse Versade

No ano passado, repeti o feito.

Top 10 de 2007 no Brasil
01. Ventos da Liberdade
02. Bobby
03. O Ultimato Bourne
04. Diamante de Sangue
05. Zodíaco
06. Tropa de Elite
07. Justiça a Qualquer Preço
08. Um Crime de Mestre
09. Perfume - A História de um Assassino
10. Piratas do Caribe – No Fim do Mundo

Só que, influenciado por familiares e inspirado em um grande crítico de cinema, passei a também anotar todos os filmes que via. De início, em uma agenda, eu anotava tudo: titilo original, pontos altos e baixos, a mídia (DVD, Cinema...), o dia e o horário em que assisti ao filme, e uma nota de 1 a 5. Obviamente que isso não durou muito tempo. Cansei de tanto empenho. Fiquei quase um mês parado. De repente, fui ao computador e escrevi todos os filmes que tinha visto nesse intervalo. Agora sem constar o horário, e os pontos altos e baixos. Finalizei 2007 tendo visto 187 filmes! Fiquei extremamente surpreso! 187 filmes?! É muita coisa! Mas, aparentemente não contente em ter visto essa quantidade de filmes (sendo 70 deles no cinema!), resolvi fazer a minha versão do Oscar. Simples, são praticamente as mesmas categorias e mais outras, só que sou eu quem escolhe os indicados e os vencedores. É o máximo! Foi muito divertido.

2008 não foi diferente.


Top 10 de 2008 no Brasil
01. Batman: O Cavaleiro das Trevas
02. Ensaio Sobre a Cegueira
03. Apenas Uma Vez
04. Desejo e Reparação
05. O Escafandro e a Borboleta
06. Wall-E
07. Senhores do Crime
08. Os Indomáveis
09. Sangue Negro
10. Homem de Ferro

Ghuyer Awards 2008
Obs: não desmerecendo outros títulos nesta disputa, assim como na lista dos 10 melhores do ano, aqui concorrem somente os filme eu vi. Podendo haver desfalques não por eu não considerar tal filme menos capaz, e sim pelo fato de eu não tê-lo visto; o vencedor está em vermelho.

Melhores Efeitos Visuais
- Homem de Ferro
- Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
- Speed Racer
- O Incrível Hulk
- Batman: O Cavaleiro das Trevas

Melhor Som
- Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
- Onde os Fracos Não Têm Vez
- Os Indomáveis
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- Wall-E

Melhor Maquiagem
- Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
- Piaf: Um Hino ao Amor
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- O Escafandro e a Borboleta
- Jogos Mortais 5

Melhor Trilha Sonora
- Desejo e Reparação (Dario Marianelli)
- Os Indomáveis (Marco Beltrami)
- Batman: O Cavaleiro das Trevas (Hans Zimmer & James Newton Howard)
- Kung Fu Panda (Hans Zimmer & John Powell)
- Wall-E (Thomas Newman)

Melhor Canção
- “Happy Working Song”, de Alan Menkel & Stephen Swartz (Encantada)
- “Falling Slowly”, de Glen Hansard & Markéta Irglová (Apenas Uma Vez)
- “Lies”, de Glen Hansard & Markéta Irglová (Apenas Uma Vez)
- “When You’re Mind is Made Up”, de Glen Hansard & Markéta Irglová (Apenas Uma Vez)
- “Down to Earth”, de Peter Gabriel & Thomas Newman (Wall-E)

Melhor Montagem
- Desejo e Reparação
- O Suspeito
- Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- O Escafandro e a Borboleta

Melhor Figurino
- Desejo e Reparação
- Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
- Os Indomáveis
- Homem de Ferro
- Batman: O Cavaleiro das Trevas

Melhor Fotografia
- Desejo e Reparação (Seamus McGarvey)
- Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Dariusz Wolski)
- O Escafandro e a Borboleta (Janusz Kaminski)
- Ensaio Sobre a Cegueira (César Charlone)
- Não Estou Lá (Edward Lachman)

Melhor Direção de Arte
- Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
- Sangue Negro
- Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Roteiro Adaptado
- Desejo e Reparação (Christopher Hampton)
- Sangue Negro (Paul Thomas Anderson)
- Batman: O Cavaleiro das Trevas (Christopher & Jonathan Nolan)
- O Escafandro e a Borboleta (Ronald Harwood)
- Ensaio Sobre a Cegueira (Don McKellar)

Melhor Roteiro Original
- O Suspeito (Kelley Sane)
- Senhores do Crime (Steven Knight)
- A Vida dos Outros (Florian Henckel Von Donnesmarck)
- Wall-E (Andrew Stanton)
- Apenas Uma Vez (John Carney)

Revelação
- John Carney, Glen Hansard & Markéta Irglová (Apenas Uma Vez)

Melhor Atriz Coadjuvante
- Keira Knightley (Desejo e Reparação)
- Meryl Streep (O Suspeito)
- Laura Vasiliu (4 meses, 3 semanas e 3 dias)
- Marcia Gay Harder (O Nevoeiro)
- Cate Blanchet (Não Estou Lá)

Melhor Ator Coadjuvante
- Russell Crowe (Os Indomáveis)
- Colin Farrell (Sonho de Cassandra)
- Aaron Eckhart (Batman: O Cavaleiro das Trevas)
- Heath Ledger (Batman: O Cavaleiro das Trevas)
- Brad Pitt (Queime Depois de Ler)

Melhor Atriz
- Amy Adams (Encantada)
- Ellen Page (Juno)
- Marion Cotillard (Piaf: Um Hino ao Amor)
- Julianne Moore (Ensaio Sobre a Cegueira)
- Markéta Irglová (Apenas Uma Vez)

Melhor Ator
- Johnny Depp (Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet)
- Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)
- Viggo Mortensen (Senhores do Crime)
- Christian Bale (Batman: O Cavaleiro das Trevas)
- Mathieu Almaric (O Escafandro e a Borboleta)

Melhor Elenco
- Desejo e Reparação
- Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- Ensaio Sobre a Cegueira
- Não Estou Lá

Melhor Diretor
- Joe Wright (Desejo e Reparação)
- Christopher Nolan (Batman: O Cavaleiro das Trevas)
- Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta)
- Fernando Meirelles (Ensaio Sobre a Cegueira)
- John Carney (Apenas Uma Vez)

Melhor Filme
- Desejo e Reparação
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- O Escafandro e a Borboleta
- Ensaio Sobre a Cegueira
- Apenas Uma Vez

Distribuição das Indicações
14 – Batman: O Cavaleiro das Trevas
9 – Desejo e Reparação
7 – Apenas Uma Vez/ O Escafandro e a Borboleta/ Ensaio Sobre a Cegueira
6 – Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
4 – Os Indomáveis/ Wall-E
3 – Não Estou Lá/ Sangue Negro/ O Suspeito
2 – Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto/ Senhores do Crime/ Encantada/ Piaf: Um Hino ao Amor/ Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal/ Homem de Ferro
1 – Juno/ Sonho de Cassandra/ Queime Depois de Ler/ 4 meses, 3 semanas e 2 dias/ O Nevoeiro/ A Vida dos Outros/ Kung Fu Panda/ Jogos Mortais 5/ Onde os Fracos Não Têm Vez/ Speed Racer/ O Incrível Hulk

Relação dos Vencedores
9 – Batman: O Cavaleiro das Trevas
3 – Desejo e Reparação
2 – Piaf: Um Hino ao Amor/ Apenas Uma Vez/ Wall-E
1 – O Nevoeiro

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Interpretação: O Moço do Saxofone [3]


Neste conto, tirando o fato do protagonista ter um amigo chamado James, odiar anões, não suportar o hábito dos outros de palitar os dentes, e estar intrigado com um de seus vizinhos, nada pode ser dito com toda certeza. Concretamente, sabe-se quase apenas isso.

...
Partindo da premissa do conto – dada pelo título: O Moço do Saxofone – seguimos o protagonista que deseja descobrir por que esse tal ‘moço’ está sempre tocando o tristonho saxofone. Descobrimos então, através da narração do próprio protagonista, que esse ‘Moço do Saxofone’ é casado, mas dorme em quarto separado da mulher - o que é a causa ou conseqüência do fato dela traí-lo.
...

Eis então que nosso protagonista percebe que ‘O Moço do Saxofone’ só toca o instrumento quando a mulher está com um amante – fato que ocorria bastante. Decidido a saber o que acontece entre o casal, ele marca uma noite com a mulher do sujeito. Pois então que quando é chegada a hora, ele erra a porta e abre a do quarto do ‘Moço’. Ao vê-lo, oferece um cigarro; o outro diz que não fuma (“Obrigado. Não posso fumar.”). Indignado, antes de sair do quarto, pergunta ao ‘Moço’ por que ele não faz nada, por que só fica quieto. Eis que o ‘Moço‘ responde: “Eu toco saxofone”. E, como transparece pela sua atitude de sair porta fora, não para o quarto da mulher, mas para embora apartamento, nosso protagonista acaba se sentindo enojado com a calma do (aparentemente) demasiado passível ‘Moço do Saxofone.
...

Mesmo relendo o conto, não foi possível encontrar algo que explique melhor seu conteúdo. É preciso fazê-lo mais de uma vez. E mesmo assim, o mais próximo que consigo chegar é desconfiar que o ódio do protagonista aos anões e ao ato de palitar os dentes não é uma informação gratuita – ela deve servir para alguma interpretação. Assim como a resposta d’O Moço do Saxofone: “...Não posso fumar.”. Notem que ele não diz que não fuma, ou que não quer, ele diz que não pode fumar.
...

Mais uma vez, Lygia Fagundes Telles dá ao leitor a decisão final sobre o que acontece na história.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A Comuna de Oaxaca - por Iporã Possantti

Eu estou farto de ouvir aquela velha história - a qual pregam desde os anos 90 até os dias de hoje - que "o Socialismo não deu certo", "o Capitalismo venceu" e aquele "blá blá blá" infernal que se fala e escreve por todos os cantos da mídia convencional e elitista do mundo inteiro.

Não que eu acredite ser a Venezuela, Bolívia, Cuba, China, Coréia do Norte (me recuso a citar o Irã) e qualquer país africano que se intitule Socialista sejam efetivamente Marxistas. Muito pelo contrário, o velho barbudo provavelmente deve esmurrar o seu túmulo sempre que esses países carregam consigo as "vestes " socialistas. Hugo Chávez, por exemplo, merece seu mérito por desafiar tanto como desafia o Imperialismo Estadounidense, mas as transformações socias, as "quebras de estrutura" que o socialismo leva, não estão acontecendo na Venezuela.
Em Cuba e Coréia do Norte existem regimes claramente autoritários. Autoridade e Socialismo juntas é uma grande aberração. 

Coréia do Norte e Cuba são Ditaduras "vestidas" de Socialismo

Desde a década de 1990, os partidos de esquerda do mundo inteiro se tornaram oportunistas e pelegos. O crescimento econômico, impulsionado pelo Neo-liberalismo,  atrai a quase todos a uma bela armadilha: o consumo desenfreado e o explendor da riqueza. 
Entretanto, esta beleza se sustenta através de processos e valores completamente destrutivos aos seres humanos e ao planeta em que vivem. Para manter a economia de livre mercado, os regimes e governos estabelecem leis que - no papel - parecem razoavelmente justas, entretanto, na realidade atingem níveis de insanidade absurdas. Por exemplo, algum esfomeado, sabe-se por que razão do destino, se vê em frente a um restaurante. Sem alguns níqueis e cédulas de papel no bolso este esfomeado irá continuar em suas condições desgradantes. Simplesmente até morrer. Mas quem sabe este aprenda a comer papel, cascas de frutas nos lixos, etc. 

São as idéias por detrás das relações humanas que faz o nosso mundo ser um lugar inóspito para aqueles desprovidos de dinheiro. 

As relações financeiras e valores capitalistas são as forças que movem todos os aspectos da nossa sociedade

Enfim, a distribuição de renda irregular entre os humanos é fruto de superestruturas econômicas, políticas e ideológicas.

O Socialismo prevê a destruição das tais superestruturas. Instiga que os trabalhadores, ou seja, a base de toda a sociedade, devam se impor sobre as leis e a ordem social, estabelecendo assim uma nova ordem, um novo Estado (dirigido por todos os trabalhadores), movido por novas idéias e construindo novas Leis, condizentes dessa forma com quem as faz.
O Socialismo historicamente pouco teve sucesso. As tentativas ou foram destruídas pelas forças conservadoras, ou fracassaram por questões internas. 

Seria então uma "Utopia"? Não, só seria "Utopia" se a fome fosse uma "Utopia". 

E uma prova de que o Socialismo, a Democracia do Povo, o Marxismo não está extinto remonta ao ano de 2006.


A Comuna de Oaxaca

Oaxaca é o nome de um Estado - e sua respectiva Capital- do Sul do México. Como todos os países Latino-Americanos, as oligarquias brancas retêm o controle do Governo e a grande massa mestiça e indígena é explorada desde os tempos de Colônia Européia, além da economia servir cautelosamente às reivindicações do Imperialismo Estadounidense, mantendo assim todo o continente sob forma de "periferia" da potência econômica que é os EUA. Salvo alguns aspectos, o Brasil também se caracteriza por essa estrutura socio-político-econômica.

Em 22 de Maio de 2006 o Estado de Oaxaca mergulhou em uma tempestade. Quando o Governador Oligarca Ullises Ruiz negou-se a ouvir as reivindicações salariais de professores de Escolas de Ensino Público e, para resolver a questão das centenas de educadores em greve e manifestando pelas ruas da cidade, ordenou que a Polícia Estadual desse cabo dos professores "vagabundos" e "ingratos" de uma vez. Os repressores foram "descer o cacete" mas os "vagabundos" que desceram o cacete na PE. Foi o primeiro combate violento entre a população e o Estado em Oaxaca. 

Com o conflito de 22 de Maio de 2006 que se suscedeu a criação da APPO - Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca

Sendo o conjunto de diversas organizações sociais unidas da cidade de Oaxaca, a APPO passou a planejar ataques ao governo Oaxaquenho, e , durante 5 meses, teve o controle efetivo da cidade de Oaxaca. Através de manifestações, a APPO obteve êxito em combater o Governo Repressor de Ullises Ruiz. O povo simplesmente desacatou o governo e aderiu em massa à causa da APPO.
Além de agir na guerrilha urbana contra as forças policiais, os integrantes da Assembléia adquiriram os meios de comunicação públicos da cidade, como a o canal 9 da televisão que foi tomada pelos Oaxaquenhos e a Rádio da Universidade - que foi cedida pelos Universitários. A transmição desses meios de comunicação passou a ser informações, notícias, programação infantil, educativa e cultural.

 A APPO tornou-se um órgão popular e passou a efrentar o Governo

A situação completamente fora de controle passou a piorar para o Sr. Governador Ullises Ruiz quando as greves se alastraram pelo resto do Estado de Oaxaca e a APPO cresceu a ponto de chegar em novos municípios. Apesar do número de assassinatos pela Polícia crescer, o Estado de Oaxaca inteiro estava simplesmente se esvaindo pelas mãos do Governador.

Entretanto, em 26 de Outubro, a APPO conseguiu fazer negociações com o Senado Mexicano e aparentemente as reinvindicações seriam atendidas.

Engano!

Em 28 de Outubro a Polícia Federal estava na Capital de Oaxaca.

O governo exigiu dos membros da APPO a entrega da cidade. Dessa vez foi a vez da APPO se negar. 

Bom, a imagem mostra um pouco dos resultados.
Os rebeldes foram, massacrados, presos e, em muitos casos mortos. Houve até um jornalista Norte Americano ( Bradley Roland Will  )que foi assassinado covardemente pela Polícia Mexicana. 

Em todas as Capitais da Europa aconteceram protestos públicos em relação às injustiças e em favor da liberdade e supremacia da APPO. No Brasil, apenas algumas pixações. Acredito que está na hora de se dar conta em que país vivemos e como as informações chegam à sociedade.

Afinal de contas, o Brasil e o Mundo são Oaxaca também.