quinta-feira, 2 de julho de 2009

Hilary Duff, Law & Order: SVU, e a minha alma descansa em paz novamente

Acabei de fazer meu perfil no twitter, mas não é disso que quero falar. Dia 30 de junho, terça-feira, momentos antes de me ver escrevendo sobre Transformers 2 e racismo, presenciei o que se ocorrido a pouco mais de um ano atrás seria talvez a maior alegria da minha vida. Estou falando do mais recente episódio da série policial de TV Law & Order: Special Victims Unit transmitido para o público brasileiro. No ar há 10 anos, é desde 2005, quando a descobri, que Law & Order SVU tem sido minha série preferida. Seguindo o mesmo de padrão de qualidade irredutível de sua ‘genitora’ (a Law & Order original, que chega na 20ª temporada sem previsão para cancelamento), os roteiristas de Special Victims, porém, se diferenciaram ainda mais das demais séries. Tornando assim Law & Order SVU uma série ímpar, e no meu conceito, icônica, os responsáveis pelas tramas dos episódios se aprimoraram em sempre surpreender o espectador com alguma reviravolta no terceiro ato de cada episódio. É isso que faz a série ser a minha favorita (além, obviamente, de todos seus diversos outros méritos que divide com Law & Order). Como quem costuma ler meus textos já deve ter notado, a surpresa é para mim o principal elemento para se entreter dentro das mídias audiovisuais (me refiro à televisão e ao cinema principalmente), principalmente em se tratando de investigações/mistério, e haver a chance de ser surpreendido toda semana, cada vez de um modo diferente, é uma dádiva que aprecio todas as terças-feiras às 23h no Universal Channel (que não por acaso é o canal com maior audiência em minha casa).





E este último episódio de que estou falando me surpreendeu muito mais que o normal.








Um detalhe sobre meu gosto musical que parei de comunicar (mas voltarei) é o fato de eu ter sido um grande fã da cantora americana Hilary Duff. Desde que ganhei seu primeiro álbum de presente dos meus tios foram passar as férias nos EUA, virei fanático por ela. Isso faz tempo. Deve ter sido por volta de 2003. A popstar ainda não era conhecida no Brasil, e fui cada vez mais fundo em sites estrangeiros para saber sobre sua carreira musical. E lá pelas tantas descubro que ela também era atriz, e que já havia um filme seu nas locadoras. Vi o filme, que era Lizzie McGuire: Um Sonho Popstar. Invariavelmente descobri o filme se tratar da extensão cinematográfica de uma série de TV homônima da Disney, na qual Hilary protagonizava. Finalmente em 2005 seus CDs e o único DVD de show chegaram às lojas, e desde então a imagem de Hilary Duff se popularizou no país. Acompanhei o crescimento de seu sucesso até o álbum Dignity. 2006 se não me engano. Foi um choque. Botei o CD no aparelho de som, ansioso por ter música chegando ao meu ouvido na voz linda daquela que era minha maior musa. Primeira faixa. Tudo bem, um mal começo, todos tem esse direito. Segunda faixa, um tropeço, desconsidera-se. Terceira faixa, quarta faixa, quinta, sexta, sétima... Não sei se chorei, mas tenham certeza que uma parte da minha alma morreu ali. Dentre todas as músicas, havia apenas uma que eu não consideraria péssima, mas medíocre. Os acordes de guitarra e teclado, o fundo de baixo, e a bateria bem ritmada deram espaço aos já convencionais efeitos sonoros da música tecno. Não que música tecno, rave e derivadas sejam ruins. Pelo contrário, se bem utilizadas, geram ótimas composições. Infelizmente não foi o que ocorreu em Dignity. Não havia mais aquelas divertidas melodias criadas especialmente para a doce voz da garota texana que apareceu na Disney e conquistou fãs em todo mundo. Fiquei abalado, mesmo. Porém, mantive as esperanças. Qual músico não lançou um trabalho ruim? Pensei que Dignity fosse um erro a ser logo reparado. Mas não. Hilary continuou na mesma trilha de estilo musical. E eu continuei frustrado. Também antes disso, ela participou de alguns filmes com única finalidade promover sua carreira musical através do cinema. As historinhas de amor adolescente envolvendo pares românticos famosos dentre o público-alvo contribuíram muito para seu sucesso musical. Fazer sempre o mesmo papel de mocinha bonita, inocente e querida não ajudou em nada sua constituição como atriz, mas nessa época eu ainda a tinha como ideal platônico e não me importava com isso. Ela atuando bem ou mal, eu gostava dela. Dela. Ela. Eu achava que conhecia ela. Não sei o porquê, mas era fato... até o Dignity. Desde o Dignity e então, eu perdi isso. Não conhecia mais ela, não me importava mais com ela, não gostava mais dela. Com o detalhe de eventualmente eu ter uma espécie de recaída e ouvir seguido várias de suas composições antigas (ainda faço isso; trato as duas fazes dela como sendo duas pessoas diferentes). No fundo eu ainda sentia alguma coisa. E isso se comprovou e se tornou mais forte nesta terça-feira.


[Estou chegando ao ponto que pretendia com toda essa introdução.]




Chamar atores desconhecidos para papeis temporários, geralmente de um só episódio, é procedimento padrão em várias séries (eu disse várias? Todas!). Special Victims também o faz, com a diferencial realidade de toda a franquia L&O de Dick Wolf sempre oferecer as melhores atuações de seus artistas convidados, que muitas vezes não se resumem as desconhecidos, e sim a famosos e competentes atores de Hollywood (Julia Roberts, Robin Williams, Alfred Molina são alguns exemplos). A mais recente participação especial de um artista de fora da série em Special Victims foi, aliás, de uma artista: Hilary Duff. E é com imenso prazer que constato que a regra da competência apresentada pelos convidados do show continua valendo. Hilary Duff realiza sem a menor sombra de dúvida seu melhor desempenho frente às câmeras. Finalmente está provado que ela sabe atuar (e como!)...




...Confesso que nunca duvidei disso, mas pelo menos ate agora não havia como provar essa verdade. Não faço idéia de como vão seus trabalhos na área musical. Acho que ainda estou muito temeroso para conferir. Mas nesse meio tempo minha alma voltou a ficar em paz, pois, se Hilary ainda não voltou a cantar como antes, no momento ela atua como nunca e espero que de agora em diante esta celebridade possa enfim ser reconhecida como a ótima atriz que tem a capacidade de se tornar.



quarta-feira, 1 de julho de 2009

Junho no Cinema

Abaixo estão todos filmes que assisti no mês de Junho:

04 – Star Trek (2009) - **** - Cinesystem
05 – Duplicidade - **** - Cinemark Ipiranga*
06 – Tribunal Sob Suspeita - ** - TV
08 – Fim dos Tempos - * - TV
12 – O Terceiro Homem (2005) - ** - TV
12 – A Família Savage - **** - TV
14 – Los Angeles: Cidade Proibida - ***** - DVD
14 – Intrigas de Estado - ***** - Cinemark BarraShopping
14 – Gladiador - **** - TV
17 – Os 12 Macacos - ***** - TV
19 – As Loucuras de Dick e Jane - **** - TV
19 – Tolerância Zero - ** - TV
21 – O Rito - **** - DVD
23 – Homens de Preto - **** - TV
26 – Transformers: A Vingança dos Derrotados - **** - Cinemark BarraShopping
27 – Corrente de Andrômeda (mini série) - **** - TV
27 – Janela Secreta - ***** - TV
27 – Scoop: O Grande Furo - *** - TV
28 – Capote - *** - TV
30 – Trama Internacional - **** - Cinemark Ipiranga
30 – Desbravadores - ** - TV

Como era de se esperar, não foram tantos quanto em Maio, aliás, menos da metade, 21. Sendo 4 -*****; 10 - ****; 2 - ***; 4 - **; 1 - *. O melhor filme que vi no cinema foi Intrigas de Estado, enquanto que em casa foi Los Angeles: Cidade Proibida.

Hipocrisia na Casa Branca

Este é um assunto que eu talvez demorasse um pouco mais em outra ocasião. Porém, como me encontro escrevendo às 1h30 da madrugada, por culpa do sono, eu encurta um pouco o texto.
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Nada a ver com a presidência dos Estados Unidos (só um pouquinho, no final). Quero falar sobre o filme Transformers: A Vingança dos Derrotados. Já assistiram? Eu sim, e gostei, por isso estou falando sobre ele. Não desejo fazer uma ‘crítica’ do filme, e sim me concentrar em um ponto específico do longa: os dois personagens que foram muito criticados, acusados de serem usados a fins racistas.
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É o que alegam os principais acusadores, aliás, ‘as’ acusadoras Tasha Robinson e Alysson Nadia Field, respectivamente a editora do jornal The Onion a professora de cinema da Universidade da Califórnia. De acordo com a segunda, “há uma persistente desumanização de afro-americanos por Hollywood”. Não posso dizer que isso é uma mentira. De fato, há uma tendência em Hollywood em, eu não diria desumanizar, mas difamar a população negra. No entanto, isso não ocorre em Transformers 2.
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Voltemos aos personagens criticados. Quem não viu o filme, não faz idéia, agora quem viu, saberia dizer quais são? Bom, são dois Autobots, dois sempre brigando, os ‘gêmeos’ Skids e Muldflapp. Dois personagens criados exclusivamente para fins cômicos. Pelas palavras do diretor do filme, Michael Bay: "Foram feitos para serem divertidos.". Devo dizer que eu ri. Não tenho vergonha em dizer que achei os personagens engraçados.
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Há mais um fator nesse assunto. A razão pela qual os personagens são criticados como racistas é por serem retratados utilizando gírias e manejos particulares inspirados na cultura rap. Atenção nesse ponto. Quem está sendo racista? Os ‘réus’, os realizadores do filme, ao criarem os personagens robóticos fãs de rap, ou as acusadoras, ao simplesmente deduzirem que os personagens robóticos fãs de rap são versões robóticas de negros fãs de rap? Por acaso só existem rappers e apreciadores desse gênero musical que sejam negros? Eu acho que não. Aliás, tenho certeza. Particularmente, eu detesto rap, e não entendo como podem gostar de algo assim, mas sei que essas pessoas, negras ou não, existem, e me conformo com esse fato. Por que então os personagens Skids e Muldflapp seriam estereótipos de negros rappers e não brancos rappers? (eu tinha escrito uma frase perigosa demais aqui, mas decidi excluí-la). Não seria mais racismo por parte de Tasha Robinson e Alysson Field considerarem Skids e Muldflapp como sendo estereótipos de negros, do que dos realizadores do filme por tê-los criado? Pensem comigo, se os ‘gêmeos’ fossem versões cômicas de pessoas que gostam de Heavy Metal, alguém faria alguma objeção? Não. Por quê? ‘Ninguém se incomodaria, pois poucas pessoas gostam de Heavy Metal’, poderiam dizer isso; mas, embora parcialmente verdadeira, tal afirmação não trás o principal motivo. ‘Poucas pessoas negras gostam de Heavy Metal?’. Bingo! Está aí o motivo. Queiram ou não, sendo isso bom ou ruim (e é ruim), o que vem acontecendo e muito em Hollywood (não só lá), é o fato, agora serei polêmico, dos brancos tentarem se redimir em relação aos negros em função do todo passado de escravidão negra no mundo ocidental. Reformularei a frase: ‘o fato dos brancos fazerem de tudo para parecerem condescendentes e, assim, tentarem se redimir em relação aos negros em função do passado negro que o ocidente vivenciou por tantos séculos na questão da escravidão. (Percebam como a própria ortografia designa a palavra ‘negro’ como algo que pode ser muito ruim). Mantendo o foco, a população branca em geral tenta esquecer o racismo. ‘Não somos racistas!’, afirmamos com orgulho ao sermos questionados. O que muitos não notam, não querem notar ou disfarçam na maior cara-de-pau é que presumir que qualquer coisa relacionada com a comunidade negra pode ser vista como racismo já é uma baita manifestação racista.
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Pois bem, o que acontece nesse episódio envolvendo o filme Transformers 2 é exatamente isso. O simples fato de os personagens criticados pertencerem a uma cultura predominantemente negra é o que ocasionou as argumentações (falhas). ‘Vejam como estão sendo racistas! Tratam rappers como idiotas!’, vale dizer que tal afirmação é racista em si, como comentei antes. A chance de falar mal de alguém alegando que ela está sendo racista já é usual. Nesse caso específicos de Transformers 2, o que eu acredito que esteja realmente acontecendo, é que as pessoas que estão reclamando, uma vez que não são negras (eu não soube de nenhuma queixa vindo dos negros), estão fazendo uso dos personagens supostamente racistas para elas próprias serem racistas disfarçadamente, escondendo-se atrás de um véu de ética. Simples, o raciocínio tomado por elas é o seguinte: aparecendo a chance de haver a mínima possibilidade de alguma caracterização ser de fato racista, essas pessoas já partem para cima acusando-a de racista. Pois, deste modo, a mídia dará atenção ao caso ‘Oh! Estão sendo racistas!’, o público ficará a par de tais acusações e então acontecem duas coisas 1) alguém é taxado de racista (no caso, os realizadores de Transformers 2), e 2) é espalhada notícia de que alguém está sendo racista, no sentido de 'alguém está fazendo isso por mim'. Isso entra na cabeça de todo mundo (branco) e ocorrem (consciente ou inconscientemente) duas reações simultâneas, paradoxais e perigosamente satisfatórias em alguns casos: 1) alguém continua racista, os negros ainda não conquistaram a simpatia dos brancos; 2) os negros estão sendo defendidos, sua imagem está sendo defendida. ‘O que esse cara quer dizer com isso?!’. É o seguinte, a comunidade branca se esconde embaixo de uma túnica de ‘politicamente correto’ ao mesmo tempo em que continua a denegrir a imagem do negro. Como já falei, isso pode ser um efeito inconsciente ou uma atitude disfarçada, mas o fato é que as duas ocorrem.
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Para acabar de vez com essa linha de pensamento hipócrita há, novamente, duas opções 1) as cotas para negros nas universidades federais do Brasil. Antes eu não via o porquê, mas o Brasil precisa sim de cotas para pessoas de baixa renda. Agora isso não é necessário para pessoas de alta taxa de melanina no sangue. O argumento é que existem tantos negros pobres, que a minoria presente nas classes média e alta não representaria tanta divergência em ocupar as vagas nos vestibulares que de outra forma iriam para estudantes de igual renda, porém de maior capacidade intelectual. Esse pensamento não se diferencia tanto daquele tomado na década de 70 por políticos americanos que, em função de sua homofobia, quiseram proibir os professores gays de darem aulas, alegando que dentre os professores pedófilos há uma (duvidosa) alta taxa gays, e então, para diminuir o problema, eles afastariam os gays das salas de aula. Pois com as cotas é quase a mesma coisa; não é tão absurdo, mas a intenção é fundamentada em considerações de mesmo naipe. ‘Tem mais negros pobres que brancos pobres, então faremos uma cota para negros, desta forma acabamos com o problema’, no fundo não é isso que nos é apresentado como solução?; e 2) a própria Tasha Robinson nos fornece um forte contra-argumento, baseado em sua supostamente irônica afirmação: “Se esses personagens não fossem animados e fossem interpretados por atores negros você tem que admitir que é racista. Mas coloque na figura de um robô, então, por ser só um robô, não tem mais problema”. Diga-me, um ator negro aceitaria trabalhar em um filme no qual sua imagem seria usada para ‘desumanizar’ os negros? Hum... Não, certamente que não. Para ser justo, reconheço que talvez aí esteja a tal ponta de ‘ironia’ a princípio presente na frase, todavia não me pareceu engraçado; aliás, nem um pouco se comparado a quem ela refere sua crítica: Skids e Muldflapp, que, sim, são uma boa fonte de humor.
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Ah! Já ia me esquecer. Antes que me rotulem de um invariável defensor de Michael Bay, devo dizer que não concordo com a caracterização que este faz do presidente Barack Obama. Ele trata Obama como um covarde. Mas o que esperar de um diretor descaradamente republicano? (devo insistir aqui que Obama é mal retratado por ser um democrata e não pela cor de sua pele) E tem mais, Bay precisa parar com o seu egocentrismo. Se no primeiro Transformers um garoto grita ‘Isso é muito melhor que Armageddon’ (filme que ele dirigiu), aqui somos testemunhas da presença de um enorme cartaz de Bad Boys 2 (também dele) durante um considerável tempo em cena. Não que isso implique em problemas e seja facilmente perceptível, quero dizer, perceptível é, mas eu só notei a referência porque sou cinéfilo e vejo muitos filmes, mas se estas auto-referências continuarem, não se sabe o que pode vir a acontecer (uma cena inteira de outro filme seu?).
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No final eu acabei escrevendo bastante mesmo sobre o tema. Estou surpreso! São 3:30, e eu não revisei o texto, mas acredito ter dito o que eu tinha a dizer. [depois de revisar e reescrever alguns trechos: 4h00]
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Um mero detalhe, minha cotação:
26 - Transformers: A Vingança dos Derrotados - **** - Cinemark BarraShopping
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Quem gosta de explosões, robôs gigantes, lutas, carros e mais explosões, é o filme ideal!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Zona Sul de Porto Alegre

Nos últimos meses, os quais eu tenho vivido uma rotina completamente nova em relação aos anos anteriores, reparo cada vez mais no lugar onde eu moro: a Zona Sul de Porto Alegre. Nasce forte um sentimento patriota para com este conjunto de coxilhas, riachos, praias e banhados ainda pouco urbanizados. Quero entender profundamente todos os detalhes dessa face do planeta.

As ruas deste lugar têm uma história nova, mais natural que humana, pois há menos de um século este lugar era como há 100 mil anos - morros, campos, capões e alagados à beira de um lago magnífico. Com a chegada dos europeus, este lugar começou a mudar. Vieram as chácaras, seguidas de postes de luz, casas e asfalto. As indústrias no vale do rio dos sinos fez efervescer a Zona Norte - migrantes de todos os cantos do Rio Grande do Sul compareceram para desfrutar de novas oportunidades ou encarar novas dificuldades. Que dirá um economista ao comparar a Av. Carlos Gomes de hoje com a de 50 anos atrás? Entretanto, este crescimento econômicos não se configurou aqui, nestes pagos da zona sul.

Hoje, o dinheiro do mundo inteiro passa pela zona Norte de Porto Alegre, ao contrário da zona Sul. Aqui é o lugar para onde foram morar as massas trabalhadoras, a classe média emergente das últimas décadas e algumas elites novas também, nada muito tradicionais. Os bairros que foram magnificamente arquitetados para as tais elites, como Assunção, 7º Céu e Vila Conceição, agora jazem em um silêncio "quase" mortal dos aposentados.

Enquanto o Norte crescia, o Sul esperava. Agora, em 2009, não há mais espaço físico para habitação na zona Norte. Eu vejo que chegou a hora da zona sul: o crescimento econômico vai vir para cá junto com as milhares de pessoas que compram terrenos residenciais e casas em condomínios que no ano 2000 eram sítios e campestres.

Essa nova e efetiva onda econômica que está em andamento não está nas mãos de ninguém, mas de todos. O crescimento será caótico e desordenado, sem planejamentos nem preocupações ambientais, sociais e paisagísticas. Caso este descaso permanecer, as contradições sociais vão se aprofundar além do que já estão. Como exemplo eu cito o Terra Ville e a estrada Chapéu do Sol: os dois são bem próximos e as contradições são grandes, como os campos de golfe enormes no ramo privado e casas pré-moldadas jogadas às traças para o espaço público.

Para onde vão as praças e os parques, se todas as áreas que estão sendo ocupadas são condomínios privados? Para onde vai a paisagem? Tenho a impressão que em poucos anos vão existir mais "Barras Shoppings" ao lado de riachos podres rodeados de barracos e cortiços.

Eu proponho, em contra partida à esse futuro, uma Zona Sul planejada, arejada, limpa, como centro de atividades culturais, naturais, saudável e sem contradições. Proponho a construção, em vez de "Terras Villes", de novos bairros planejados para todos e não para uma minoria. Proponho uma Zona Sul essencialmente pública.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Teorias da Imagem!

Por não ter passado na íntegra na cadeira de Teorias da Imagem, na faculdade, tive de fazer um relatório de recuperação. Ainda espero a nota para saber se fui aprovado ou não (preciso de um 10!.. ok, 9.5 também resolve) , mas vou publicar o relatório aqui de qualquer forma. A dissertação deveria ser fundamentada nas seguintes questões:

1. Considerando o texto Introdução à análise da imagem, de Martine Joly, defina imagem e discuta suas principais teorias: (2.0)
2. Apresente e caracterize os três paradigmas da imagem propostos por Santaella e Nöth: (2,0)
3. Explique as dimensões sintática, semântica e pragmática das imagens e exemplifique: (2,0)
4. Relacione imagem e percepção, considerando pelo menos um entre os textos a seguir: (1,0)
-AUMONT, Jacques. A imagem. Campinas, SP: Papirus, 1995, p. 17-31.
-AUMONT, Jacques. A imagem. Campinas, SP: Papirus, 1995, p. 37-52.
-AUMONT, Jacques. A imagem. Campinas, SP: Papirus, 1995, p. 77-97.
-SANTAELLA, Lucia; NÖTH, Winfried. Imagem: cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras, 1998, p. 15-32

5. Discuta criticamente os usos das imagens, considerando pelo menos um entre os textos a seguir: (1,0)
-FLUSSER, Vilén. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002, p. 7-28.
-MACHADO, Arlindo. O quarto iconoclasmo e outros ensaios hereges. Rio de Janeiro: Rio Ambiciosos, 2001. p. 6 – 33.

6. Problematize os usos das imagens feitos pela comunicação midiática, considerando pelo menos dois entre os textos a seguir: (2,0)
-ANDACHT, Fernando. A Experiência estética do indicial. In: GUIMARÃES, C. LEAL, B. S. e MENDONÇA, C. C. Comunicação e experiência estética. Belo Horizonte: UFMG, 2006, p. 153-189.
-MACHADO, Arlindo. A reinvenção do videoclipe. In: MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. São Paulo: SENAC, 2000, p. 173-196.
-KILPP, Suzana. Mundos televisivos. Porto Alegre: Armazém Digital, 2005, p. 7-33.
-ANDREW, J. Dudley. Christian Metz e a semiologia do cinema. In ANDREW, J. Dudley. As principais teorias do cinema. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002, p. 170- 192.


Pois, aqui vai meu texto, já dividido em tópicos >

1. Imagem e suas teorias.
*Dentro da discussão teórica há variantes sobre o que seria a imagem. Desde Platão julgando-as como simulacros da realidade, passando pela retórica medieval, que definia a imagem como algo que está no lugar de outra coisa, a imagem sempre foi estudada. Existindo várias vertentes entre os estudos (matemática, sociologia, informática, psicologia...), uma das mais recentes, porém talvez a mais relevante, é a semiótica, que considera a imagem como um signo, pois apresenta a capacidade de representar algo e impor uma interpretação a quem a vê.
*Tendo em vista as explicações de Martine Joly, imagem é um objeto segundo em relação a um objeto primeiro que ela representa através de certas leis particulares (que não ficam explicitadas no texto). Observa-se que este objeto primeiro não existe de fato, uma vez que é a junção e escolha de conceitos e ideias, que levam a outros conceitos e ideias, assim sucessivamente, sem fim (como foi explicado em aula tendo um computador como exemplo: um desenho de um computador foi feito tendo em vista a foto de um computador, que foi tirada de um computador, que por sua vez surgiu devido a um projeto de computador que brotou de uma idéia de alguém...). Também a imagem depende de um sujeito, pois sendo imaginária ou concreta, invariavelmente passa por alguém que a produz ou reconhece.

2. Os três paradigmas da imagem:
1º - Paradigma Pré-fotográfico > dentro desde paradigma estão todas as imagens criadas por meios anteriores ao advento da fotografia; são elas as imagens feitas à mão, de forma artesanal, artística, cuja característica fundamental se encontra na imposição que os utensílios utilizados em sua feitura denotam a partir de sua fisicalidade.
2º - Paradigma Fotográfico > Literalmente, a foto. Com o surgimento desta, torna-se possível que a imagem seja a captação momentânea do real em consequência do registro do impacto de raios de luz de encontro a um aparelho de suporte químico ou eletromagnético (a máquina fotográfica), raios de luz estes refletidos pelo objeto em questão a ser retratado. Pode-se dizer que, considerando que no 1º paradigma se pintava ou esculpia o que queria que fosse gravado para ser lembrado, no 2º se registra integralmente o que se deseja guardar. O real momentâneo é capturado sob o ponto de vista de quem maneja a câmera que bate as fotos, que podem ser entendidas como as imagens que apreendem lapsos temporais da realidade.
3º - Paradigma Pós-fotográfico > O último paradigma se resume às imagens geradas por computação. Com o advento desta tecnologia, imagens passaram a poderem ser criadas a partir da codificação de uma matriz de números em ‘pixels’ (ou pontos elementares), enfim visualizados em uma tela de vídeo.
*E dentro dessa concepção de paradigmas da imagem há os exemplos ambíguos, que parecem pertencer tanto a um quanto a outro. Como exemplo pode-se citar o holograma, que se encontra entre os paradigmas fotográfico e pós-fotográfico. Pois, se é excluído como manifestação do segundo paradigma, citando E.Kac, por que ao mesmo tempo em que “em oposição à fotografia, o holograma não é uma foto”, deve-se relevar que ele ainda necessita de luz e lentes para ser produzido, logo, também não pertence ao terceiro paradigma, e a discussão continua.
*São interessantes também as ‘passagens’ de uma imagem por entre os três paradigmas. Como exemplo, podemos imaginar a seguinte sucessão de eventos envolvendo uma imagem: primeiro bate-se a foto (2º paradigma), depois digitalizamos a foto para um computador através de um scanner (3º paradigma), em seguida imprimimos a foto, e encerramos o processo com uma, por assim dizer, ‘pintura’ (1º paradigma).

3. Dimensões Semântica, Sintática e Pragmática.
*Semântica > a imagem em si; ocorre correspondência com o objeto representado por similaridade; pela sua propriedade indicial, é uma afirmação da existência do objeto representado. Exemplo: a foto 3x4 da carteira de identidade.
*Sintática > se seria possível descobrir conjunções sintáticas similares aos signos visuais nas imagens; uma imagem poderia representar não só um objeto, mas também um predicado sobre esse objeto?; há três argumentos que discordam de tal possibilidade: 1) a incompletude contextual insiste que uma imagem sozinha não pode ser verdadeira ou falsa, dizendo que ela necessita de um complemento verbal para conferir veracidade; 2) a não-segmentabilidade defende que não poderia haver uma linguagem pictorial, em função de a linearização dos argumentos impedir tais palavras pictóricas de transmitir a interpretação como um todo proposicional; 3) enfim a vagueza dicente questiona se uma imagem pode transmitir a mesma afirmação de uma dada sentença. No entanto, para cada um desses argumentos é possível encontrar uma contra argumentação, pois a) a incompletude contextual não percebe que imagens em composições texto-imagem não dizem nada a respeito do potencial semiótico das mesmas quando se encontram sem descrições textuais; b) a não-segmentabilidade esquece que não é a linearidade, mas a simultaneidade a principal estrutura visual que relaciona elementos em questão; c) e a vagueza dicente ignora o fato de a imagem poder afirmar situações, independente de ter ou não relação equivalente à afirmação que faz. Exemplo: em uma reportagem, uma foto com uma legenda.
*Pragmática > retorna-se a questão das imagens serem ou não afirmativas; as imagens podem mentir?; para isso, deve-se considerar que nada pode ser apontado como verdade ou mentira se for manifestado em forma de imaginação, ficcionalidade, possibilidade, logo a função pragmática é aberta e indeterminada, e depende do contexto, uma vez que, por exemplo, uma foto de um ator fazendo tal expressão pode servir tanto para mostrar o que se deve, como o que não se deve fazer. Em suma, a dimensão pragmática argumente que a imagem não afirma, ela mostra. A respeito dessa dimensão, é interessante a abordagem feita no filme ‘Blow Up – Depois Daquele Beijo’ (1966), de Michelangelo Antonioni, onde se mostra uma forte contraposição entre as cenas em que o protagonista (um fotógrafo), escondido, bate fotos de apenas um casal em um parque despovoado, e as cenas na hora da revelação das fotos que literalmente revelam mais do que se julgava que fossem revelar. Uma imagem de uma situação aparentemente simples mostra-se na verdade extremamente complexa.

4. Imagem e percepção
*Vemos imagens porque elas são trazidas até nós através de processos químicos e físicos que ocorrem não só em nossos olhos, como também em outros órgãos sensitivos, que no final levam as informações até o cérebro, que as organiza e interpreta. Nossa visão é resultado de operações óticas, químicas e nervosas a ocorrerem sucessivamente, e depende de valores em relação à luz, assim como varia em função destes, tais como intensidade da luz refletida, o comprimento de onda da luz (percepção da cor) e a distribuição espacial da luz, que nos dá as bordas visuais (tendo por ‘borda’ o limite espacial do objeto). Vale destacar que estes elementos da percepção nunca são produzidos isoladamente; sempre simultâneos, a percepção de um afeta a do o outro.
*Porém não são somente estes aspectos que se devem considerar. Também é importante relevar ao processo de percepção visual as características particulares de cada espectador. Sobre isso se deve observar sua história pessoal, suas convicções, até sua visão de mundo, pois todos esses fatores podem inferir em sua interpretação da imagem.
(texto considerado:
A imagem. p. 17-31, de Jacques Aumont)

5. O uso das imagens.
*A idéia de que as imagens teriam uma ação danosa sobre as pessoas já é muito antiga. Judeus, bizantinos e protestantes, nessa ordem, foram as doutrinas religiosas que, fazendo uso da filosofia iconoclasta, rejeitaram qualquer representação visual, alegando que o uso da imagem seria uma prática pecaminosa. Já terminados, estes três ciclos do iconoclasmo fundamentavam sua ideologia na suposta superioridade da palavra escrita. Porém, hoje está havendo um retorno da premissa de que a imagem é a própria encarnação do mal, mesmo que, por enquanto, isso aconteça só no âmbito do pensamento filosófico. Todavia, ironicamente, esse conceito é baseado em argumentos falsos, pois o que os integrantes dessa vertente filosófica parecem não perceber é que a própria palavra escrita é, de fato, uma imagem. A escrita não pode se desvencilhar de sua essência imagética, uma vez que surgiu em função das artes visuais, com a iconografia sendo desenvolvida intelectualmente.
(texto considerado:
O quarto iconoclasmo e outros ensaios hereges, de Arlindo Machado)

6. Problematizando as imagens midiáticas.
*A partir do final década de 80 o videoclipe passa por uma evolução, chegando a desenvolver uma linguagem própria. Não mais se fazem somente videoclipes exclusivamente em função da promoção comercial que se é possível através da veiculação televisiva. Normalmente, ainda há exemplos destes, mas em menor escala. Hoje o videoclipe já pode ser considerado uma manifestação artística particular. Cineastas qualificados eventualmente dirigem videoclipes em função da natureza mais experimental e inovadora que esta mídia vem demonstrando nos últimos anos. Do mesmo modo ocorre o contrário, com diretores de videoclipes entrando no mundo do cinema. Esse ‘vai e vem’ ocorre principalmente por que, acredito eu, o videoclipe não deixa de ser uma espécie de musical curta-metragem. Não obstante essa similaridade com a sétima arte, o videoclipe possui características específicas. No videoclipe se possui uma linguagem mais autônoma. A variedade de combinações de imagens, sobreposições entre os três paradigmas, em sintonia com a música utilizada, resulta em realizações audiovisuais muito variadas, interessantes, e eventualmente, como em qualquer forma de expressão artística, geniais.
**Se no cinema surgiu e/ou foi muito utilizado, o sex appeal, como sendo um signo de natureza icônica com evidente parentesco desta estética com o sonho, o fantasioso, no reality show e no documentário há o index appeal, sendo este pertencente a uma classe de signo que está unida de modo existencial ao objeto dinâmico representado, de modo que haja um vínculo factual, resultando na fascinação que muitas pessoas sentem em assistir à condição humana, independente desta ser miserável, modesta ou extravagante. Cria-se uma enorme curiosidade em descobrir o que existe de mais autêntico no ser humano, a sua identidade particular (o ‘self’). E isso se faz conceber através dos gestos mais simples e superficiais que cada um emite com seu corpo, de forma ‘natural, compulsória, inevitável’.
**É o que o diretor brasileiro Eduardo Coutinho tenta registrar em seus documentários. Ele tenta transmitir o que acontece no encontro inédito entre duas pessoas; tanto é que o trabalho de ‘achar’ o futuro entrevistando e agendar a entrevista fica a cargo de sua equipe, para que no momento da entrevista ele nem saiba direito com quem irá falar, e a conversa na entrevista saia de modo natural, real, sem qualquer chance de ensaio (o que iria contra a proposta do diretor).
**Esse conceito do ‘real inédito’, a princípio, também é utilizado pelo reality show (cujo próprio nome já indica tratar-se de ‘realidade’). No entanto, ao menos no diz respeito às edições da versão brasileira do programa Big Brother, da Rede Globo, não parece ser exatamente assim que acontece. Segundo Peirce, o índice ‘exerce uma força real sobre a atenção [...] e a dirige para um objeto específico do sentido’, e é exatamente isso que a Globo faz, só que, se no documentário de Coutinho isso se dá de forma autêntica, no Big Brother a situação, se não é ensaiada, é planejada para dar resultados esperados. Para confirmar essa questão, basta relevar que para participar do ‘show’, os aspirantes a participantes devem enviar um vídeo falando sobre si, assim dando a chance aos analistas da Globo de selecionarem aqueles que são mais propícios a determinadas decisões e reações em função das decisões dos outros. Também não se deve esquecer que em função do ‘dia do paredão’, quando algum participante é eliminado, antes da eliminação os participantes com risco de deixarem o programa tem seus batimentos cardíacos monitorados e exibidos ao público (com a intenção, já discutida, de causar o index appeal na platéia, tentando torná-los mais próximos às identidades dos participantes). Se pensarmos bem, o próprio fato de estar ao par da informação de que nossos batimentos cardíacos estão sendo televisionados para milhares de espectadores já influencia nossa consciência a ponto de modificar o ritmo cardíaco em que nosso coração bate, resultando em uma transpiração semiótica diferente. Mais um fato a ser constatado é o de que entre as diversas horas de gravação dentro da casa, por variados ângulos, a emissora só os transmite, mesmo que ao vivo, de acordo com sua vontade; pois uma vez que não é possível mostrar todos os ângulos da casa simultaneamente, também não é possível conferir as conversas paralelas entre os participantes, e estas, quando visualizadas, passam pelas mãos dos editores da Globo, que as ordenam como bem entenderem. Para finalizar é válido dizer que, em minha opinião, a própria natureza lúdica do Big Brother já infere nos resultados orgânicos que a empresa poderia alcançar (e não alcança, como já foi explicado, por que não deseja tal realização). O simples fato de ser um ‘jogo’, com fins específicos, já altera o comportamento dos participantes, fazendo com estes, a essa altura já personagens, não ajam naturalmente, mas de fato atuem para conquistar a empatia do público, e deste modo cada um tentando ser o finalista dessa brincadeira cuja meta final é um prêmio, a ser uma farta quantia em dinheiro (além da fama).
**Neste aspecto da manipulação, interessante também é o caso da britânica Susan Boyle. Ao olhar o vídeo de sua apresentação, somos testemunhas de um momento dramaticamente lindo de uma mulher pobre e feia que, enfrentando o preconceito da sociedade, nos emociona e inspira através de seu dom para cantar. Deveras, o dom de Susan Boyle é real, já sobre o elemento drama não podemos dizer o mesmo. Claramente se nota que Boyle é tomada como piada antes de sua apresentação. O porquê disso se resume ao fato desta ser a aura que os produtores criaram para. Pois, parecido com o Big Brother, para participar do ‘Britains Got Talent’ é necessário um teste prévio. Logo, os produtores tinham plena consciência de ter um grande talento em mãos e a chance para um grande momento televisivo – o que envolvia nos manipular para que sofrêssemos um maior impacto emocional. E como o diz o crítico de cinema Pablo Villaça, ao falar este caso “comprova que o elemento ‘show’ é infinitamente mais importante que o de ‘reality’ em programas do tipo”.
(textos considerados:
A reinvenção do videoclipe, de Arlindo Machado; e Experiência estética do indicial, de Fernando Adacht).
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Eu até escreveria mais. Principalmente nos tópicos 5 e 6. Mas o relatório era obrigatório que ficasse aquém de 5 páginas, limitando-se a 4, as quais preenchi completamente.
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Não esqueçam: Comentários e críticas! Vamos lá! Pensem, comentem e critiquem.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Maio no Cinema

Então agora postarei mensalmente todos filmes que vi no mês. Começando por este Maio de 2009 que foi o mês em que vi o maior número de filmes, 46 (e detalhe para o fato de que tudo isso foi em menos que os 31 dias de Maio).
Aí vai:

Dia - Filme - Nota de 1 a 5 - Midia/Local
02 – X-Men Origens: Wolverine - **** - Cinemark BarraShopping
06 – Irreversível - **** - PC
06 – Fogo Sagrado! - * - TV
07 – Futurama: A Besta de Um Bilhão de Traseiros - **** - TV
07 – Os Reis da Rua - **** - TV
07 – Velozes e Mortais - ** - TV
08 – Um Ato de Liberdade - ***** - Cinemark BarraShopping*
09 – Pesadelos Mortais - * - TV
09 – O Terceiro Olho - **** - TV
09 - As Crônicas de Spiderwick - **** - TV
14 – Alien - **** - DVD
14 – A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras - ** - TV
14 – Cassino - ***** - TV
15 – Anjos e Demônios - ***** - Cinesystem*
15 – Turistas - * - TV
16 – Perfume de Mulher - ***** - DVD
17 – Despedida em Las Vegas - **** - TV
18 – Juventude Transviada - ***** - Cine F
18 – As Diabólicas - **** - Cine F
18 – Todo Mundo em Pânico 3 - *** - TV
18 – Wolf Creek: Viagem ao Inferno - *** - TV
19 – Ricky Bobby: A Toda Velocidade - *** - TV
21 – Cassino Royale (1967) - **** - TV
21 – M.A.S.H - **** - TV
23 – A Queda! As Últimas Horas de Hitler - ***** - DVD
23 – Super Escola de Heróis - **** - TV
23 – 007: O Mundo não é o Bastante - **** - TV
24 – Jogo de Amor em Las Vegas - ** - TV
24 – Janela Indiscreta - ***** - TV
25 – Um Sonho Dentro de um Sonho - ***** - TV
25 – Cativeiro - ** - TV
25 – O Pagamento Final - **** - DVD
26 – Boogie Nights: Prazer Sem Limites - **** - TV
26 – Mal Posso Esperar - **** - TV
27 – Entre o Céu e o Inferno - **** - TV
27 – Em Busca de um Assassino, part. I - ** - TV
27 – Banquete no Inferno - **** - TV
28 – E Se Fosse Verdade - **** - TV
28 – Um Convidado Bem Trapalhão - *** - TV
28 – O Caçador de Pipas - **** - TV
28 – A Iniciação de Sarah - ** - TV
28 – O Código Da Vinci - **** - TV
29 – Heróis - **** - Cinemark BarraShopping*
30 – Meninas Malvadas - **** - TV
30 – King Kong (2005) - ***** - TV
31 – Uma Noite no Museu 2 - *** - Cinemark BarraShopping


Uma legenda mais específica:
TV - significa que eu assisti ao filme na... TV!
DVD - significa que eu assisti ao filme no... DVD!
PC - significa que eu assisti ao filme no... computador
nome de cinema - significa que eu assisti ao filme em determinado cinema
* - ao lado do nome do cinema significa que assisti à estréia do filme
Cine F é a sessão de cinema da minha faculdade

Enfim, então no total foram 9 cotados com *****; 22 com ****; 4 com ***; 6 com **; e 3 com *.
Dos filmes que vi no cinema, o melhor foi Anjos e Demônios; dos que vi em casa, com bastante dificuldade em escolher, eu diria que foi Perfume de Mulher, seguido de perto por Um Sonho Dentro de Um Sonho, Janela Indiscreta e King Kong. Muito difícil escolha, não posso ter certeza.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Economia e a Propaganda

Aderindo ao "Efeito Manada", ou pasteurização do blog, resolvi me arriscar a falar de publicidade, propaganta, classes, Xuxa, Michael Jackson, etc. (risos)

Partindo do pressuposto que o Ser Humano é um ser vivo, ele necessita, para sua sobrevivência em meio à natureza, manter suas células vivas. Aquela história de ATP. Oxigênio nós temos de sobra na atmosfera, porém o resto é "te vira nos trinta". Frutas, raízes, brotos, carne, cereais: está aí a base da nossa existência. A Primeira Economia é que sustenta a humanidade. Isso é um fato. Certo? Não? Você leitor, faz fotossíntese?

Se não faz, pra não morrer em meio à natureza, isso é outro fato, temos, nós seres humanos, que trabalhar para manter esta economia funcionando. Se acabam os alimentos a espécie humana vai fazer companhia pro Dodô e pros Mamutes. Extinção. Isso tudo é muito simples.

Bem, a partir do momento em que existe a produção primária, surgem setores econômicos exclusivamente humanos, como a indústria. Aí que entra a propaganda e publicidade.
Não nego a existência de um grande comércio sobre o primeiro setor, mas eu nunca vi um OutDoor de uma Corporação de Soja oferendo promoções do tipo "Liquidação de Silos!! Aproveita que a temporada foi boa!! No cartão em 7x sem juros!! Depois é so pegar os Contêiners no cais!! "

Enfim, é com os produtos industriais que surge a propaganda que agente conheçe.
Com a indústria e com o Latifúndio. Claro, já que veio a indústria, vieram as máquinas e a galera que trabalhava no campo foi subtituída por tratores e etc. Como a propriedade da terra é alegada a poucos - porém bem armados- não sobra muito lugar no interior para uma massa de trabalhadores.

O que eu sei é que durante o século XX, aqui no Brasil, ouve uma inversão de população. Exôdo rural. Literalmente enchotados das fazendas, um contigente enorme passou a habitar as cidades e trabalhar onde? Na mesma indústria que expulsou eles de onde vieram. E a primeira economia está nas mãos de máquinas.

Inicialmente, a indústria no Brasil significou derreter ferro em caldeiras gigantes, furar o solo do Atlântico e outras atividades nada muito publicáveis. Indústria de base. Base pra que? Para a nova indústria, ou a indústria do 1º mundo.

E essa nova indústria faz os tais produtos industrias. Enquanto não houver automação total da cadeia produtiva, todos estes produtos industrializados dependem unicamente de trabalhadores. E não só os da fábrica, como no modelo fordista do pós-Guerra, mas de uma rede de trabalhadores e operários difusa e muito tercerizada, agora na nossa era pós-fordista e neo-liberal ( pelo menos estamos na sombra desta era).

Agora, em pausa, verifica-se que a produção deve ser consumida. Quem irá consumir toda aquele monte de produtos? A população, a massa, ou seja, os próprios trabalhadores!!
Esta estrutura, no século XX, chamava-se Estado de Bem-Estar-Social, o qual o governo intervinha na economia e distribuia a produção e renda de maneira regulada e modelada na sociedade.

Agora no século XXI, essa estrutura deixou de existir pois novos mercados foram abertos ( mais pessoas expulsas da primeira economia) como no Sudeste Asiático, Extremo oriente e América Latina. Vivemos em um Profit State, Estado-Empresa que apenas gerencia a atividade econômica em prol do interesse puramente privado. Em resumo, neo-liberalismo.

Neste contexto de economia confusa e difusa, tercerizações e capital informacional, o terreno é perfeito para a criatividade artística e bem paga do publicitário.

Entretanto, sem gente trabalhando, sem produto. Sem produto, sem propaganda.








segunda-feira, 11 de maio de 2009

Uma Criação Sobre Uma Criação

Tendo sofrido a infelicidade de não ir justamente à aula de Criação Publicitária em que os grupos dos seminários foram decididos, acabei caindo em certa desgraça por ficar com dois colegas que não tem o hábito de comparecer às aulas com freqüência, e não possuem um perfil no Orkut. Ou seja, o contato com eles é inexistente. Sendo assim, não foi possível uma mobilização para organizar o trabalho. Logo, o texto de recuperação surgiu como a única maneira possível de conseguir a devida nota. Assim, para evitar qualquer problema, ao invés de não ir à aula da apresentação para então precisar fazer a atividade de recuperação individual uma semana depois, levo-a pronta já na aula do próprio seminário.
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Também, não fui ao Xerox pegar o texto (os textos, no plural, já que supostamente todos os alunos deveriam ler todos os textos). Não me mobilizei nesse sentido sem motivo aparente (leia-se, preguiça). Mas enfim, encontrei na internet o texto que cabia ao meu grupo apresentar a terça parte final. O problema é que o texto está em formato PDF, e ao contrário das esperadas 101 páginas editoriais, há 47 páginas digitalizadas de tamanho A4. Logo, a ‘terceira parte’ que restou ao meu grupo apresentar, da página 71 até a 101, não foi possível de ser reconhecida (não há divisões por tópicos no texto inteiro, ao menos nessa versão que consegui). Então, me vi na obrigação de escrever uma resenha não sobre a parte do meu grupo, mas sobre o texto todo em questão.
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E isso parece ser a minha salvação. Sim, pois uma vez que resenha implica em uma relação minuciosa, uma idéia geral sobre uma obra sem se demorar em apreciações críticas, creio ser quase impossível fazê-la de apenas um terço do texto de Stalimir Vieira. Isto por que o autor parece ter uma habilidade fantástica de justamente se demorar muito em pouco, e arrastar a dissertação o mais longo possível. Mas digo habilidade fantástica por que, por mais que ele alongue a explicação, ele consegue, mesmo com os enormes parágrafos, nos fornecer uma leitura dinâmica e agradável sobre o assunto (e detalhe que eu detesto parágrafos grandes, embora eu mesmo os escreva também).
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Portanto, falar sobre um trabalho tão bem feito não será algo muito fácil. Pois bem, cheguei a escrever três páginas de tópicos sobre o que o texto apresenta. A partir desses tópicos, 36 para ser mais exato, tentarei discorrer de forma coesa tentando delimitar os ideais do autor quanto ao assunto principal do texto: raciocínio criativo.




Uma das primeiras afirmações que Stalimir Vieira faz é que não existe fórmula para criatividade, em publicidade ou fora dela. Deveras, não existe um caminho certo a ser seguido para ser criativo. Assim como criatividade não é um dom exclusivo de certas pessoas. Qualquer um pode ser criativo. Caso a criatividade não fosse tão ignorada, provavelmente mais pessoas seriam criativas. E aí está um dos maiores problemas da atualidade. As pessoas parecem ter medo de expressar sua criatividade. Por quê? Dois réus para serem julgados e condenados nesse julgamento: 1) Escola. A principal cumplicidade em espalhar o medo da criatividade entre as pessoas se reside no fato do método de redação exigido pelo vestibular, especificamente o da UFRGS, ser de um arcaísmo absurdo. Já não sei há quanto tempo se utiliza essa besteira de mínimo de 30 linhas e máximo de 50, com a obrigatoriedade de 4 parágrafos específicos, sendo um para introdução, outro para conclusão e dois no meio para desenvolvimento do tema. Digam-me o problema em escrever um texto de 29 páginas com três parágrafos. Existe? Não. Essa doutrinação que é imposta a todos que pretendem passar em qualquer vestibular de que escrever livremente e fazendo uso de sua criatividade para desenvolver uma idéia, mesmo que de forma coesa e com argumentos concretos e bem definidos, é um detalhe que pode impedir sua entrada na universidade. Sem contar na hipocrisia da condição de fuga ao tema, que se provou um conceito totalmente arbitrário no vestibular de 2008, onde a proposta da redação era escrever sobre um ou mais personagens da literatura brasileira que representassem o brasileiro em si. Houve pessoas que utilizaram figuras como Shakespeare ou Cervantes como personagens da literatura brasileira representado o brasileiro e ainda sim ganharam uma nota considerável. O que seria isso se não fuga ao tema? 2) Igreja. Tudo bem, não direi nada, pois os que diziam eram queimados vivos em praça pública... Ops, eu disse. A Igreja (com ‘Igreja’ me refiro à Católica por motivos óbvios) sempre ‘atrapalhou’, para usar um termo leve, na utilização da criatividade por meio de qualquer coisa. Pintores, escultores, arquitetos, filósofos, físicos, químicos, astrofísicos, escritores, dançarinos... A lista vai longe. Qualquer um que pensasse de forma diferente da Igreja era considerado ‘herege’, ‘infiel’ ou outra variação disso, e então, depois de um ‘julgamento’ (justo, claro; com direito à apelação), um julgamento torturante (literalmente), a pessoa era amarrada a uma cruz ou estaca mesmo em um local onde pudesse ser reunido o maior número possível de público e queimada viva para a ‘purificação’ da alma. Não sou fã de socialismo, que dirá de Marx, mas esse acertou em cheio quando afirmou que ‘A religião é o ópio do povo’, pois de fato é. Logo, depois de séculos de perseguição e punição às mentes criativas (por que não chamar assim?), a cultura católica popularizou o medo em ser criativo, o medo em de fato pensar, uma vez que para o sucesso de uma ideologia religiosa (qualquer que seja) é necessário que a pessoa não pense sobre o que vê e escuta, e apenas veja e escute.
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Logo, se a cultura popular (independente de sermos católicos não ou, a força dessa cultura – infelizmente - ainda é fortíssima entre toda população, por isso ‘popular’ – ao menos no que à realidade ocidental de cultura) nos impõe que pensar é errado, ‘pensar ao contrário’ deve ser insano. É aqui que voltamos à publicidade. Stalimir Vieira diz que em criação publicitária deve-se ‘pensar ao contrário’. ‘Pensar ao contrário’ no sentido de fugir do comum, sair da norma, fazer algo diferente, ‘pensar ao contrário’ é surpreender. É se perguntar ‘o que normalmente fariam?’ e fazer exatamente o contrário. Pegar o público de surpresa.
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Para tal, são necessárias duas coisas: obter informações e combinar dados. Respectivamente: ler o briefing e usar a experiência de vida. Como? Simples. Com o briefing se consegue as intenções do marketing. Através de uma pesquisa, acha-se uma oportunidade; a engenharia de produção cria um produto que atenda essa necessidade; disso vêm as intenções de marketing, que é o conceito racional, é como esse produto será percebido pelo consumidor. Só então entra a publicidade, que por sua vez é desenvolvida por uma agência de publicidade. O papel da agência é ser o intérprete da intenção do marketing para o público-alvo, é transcrever as informações racionais do briefing em emoções que despertem a atenção do consumidor. E para tanto é necessário se utilizar da experiência de vida. Só assim se acharão essas associações entre a racionalidade do briefing e a possibilidade emocional da mensagem publicitária.
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Detalhe importante se reserva à observação de Stalimir Vieira quando este fala que “devemos dedicar tempo ao estímulo de nossa sensibilidade para que ela nos corresponda com inspiração criativa”. Relevante o fato de que devemos exercitar tanto a mente quanto normalmente exercitamos o corpo. Exercícios mentais são tão, ou mais, importantes que os regulares exercícios físicos. E por exercitar a mente, o criativo é um trabalhador intelectual incansável. Ele quer a resposta para a pergunta não feita. Ele se envolve com o problema (o briefing) a ponto se apaixonar pelo que faz. Logo, o criativo é um apaixonado. Mas um apaixonado não só por que gosta do que faz, também o é de forma a ser incapaz de ficar indiferente com o que vê à sua volta, é um inconformado. Não desiste se está difícil. Isso o faz com que se empolgue ainda mais. O criativo recebe de braços abertos um bom desafio, pois isso o faz ter de pensar, e como já vimos, um criativo adora pensar.
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Lembrando de uma informação da introdução, “em publicidade, é muito comum mentir a respeito de coisas que ninguém vai ter a paciência de checar”. Com isso não se quer dizer que todo publicitário é um mentiroso. Não mesmo. Nem que todo comercial é uma mentira. ‘Muito comum’ é diferente de unanimidade, está longe de ser uma regra. Porém, acontece que, de uma maneira ou de outra, o que a publicidade faz é “vender uma bela e agradável ilusão”. E é nisso que se baseiam os críticos da publicidade em geral, alegando o batido conceito de propaganda coercitiva, acusando o publicitário de ser um maligno manipulador do subconsciente. É fácil desmanchar esse argumento. Uma vez que subconsciente é estar abaixo do nível de percepção humana, como é que se pode perceber conscientemente que um comercial está manipulando subconscientemente as pessoas? Não dá. E mais, depois de vendida essa ‘ilusão’, qual o problema nisso? Por acaso o nosso próprio sistema de justiça não está também ligado, de certa forma, a uma ‘venda de uma ilusão’? Um julgamento legal não poderia ser resumido em um advogado tentar ‘vender’ sua versão da história por meios de argumentos melhores que os do outro advogado? Mas, e se... E se ele ganha a causa, se ele conquista o júri, com o porém de ter ‘manipulado’ uma interpretação da lei a seu favor? Não seria isso também considerado como ‘vender uma bela e agradável ilusão’?
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Sendo assim, nossa ‘ilusão’ a ser vendida é unir o útil ao agradável. É gerar um conceito de comunicação em adição de uma composição de um contexto adequado ao imaginário do nosso público; expressar-se de forma que nossa intenção de marketing se traduza em um ‘objeto de desejo’. E sempre que se perguntado a um criativo sua opinião entre seguir o ‘correto’ e correr riscos para se chegar ao ‘objeto de desejo’, ele sempre aconselhará a segunda. Correr riscos é diversão para o criativo. Ele é pago para isso... desde que não erre. E não há como saber se acertamos se não tentarmos. Pois bem , o criativo tenta, gosta de tentar, e adora quando acerta.
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Só que correr riscos não é sinônimo de cometer irresponsabilidades. Muito pelo contrário. Só quem possui uma boa experiência de vida é que pode se dar ao luxo de arriscar. Mais do que a experiência de vida, é necessário que não se leia o briefing a contra gosto. Deve-se levar o briefing a sério, e tirar dele todo seu potencial. Aqui, com ‘levar a sério’, Stalimir Vieira quem dizer (ele mesmo explica) ‘ficar a fim’ do briefing, do mesmo que se ‘fica a fim’ de alguém. Somado à curiosidade que conseqüentemente se terá pelo objeto o qual ‘estamos a fim’, só desse modo se poderá ter intimidade com ele. E a intimidade com o problema é necessária para dominar o problema. O exemplo no texto é a analogia da intimidade que o bom jogador de futebol tem com a bola. Mas essa questão da intimidade (não apenas com o ‘problema’, mas de modo geral) vale para qualquer profissão. A intimidade seria a própria experiência de vida aplicada diretamente à profissão. Não só o uso da experiência de vida já explicitada, mas a sua relação com o dia-a-dia profissional. O que estou querendo dizer é que essa intimidade é resultado de uma ‘experiência de profissão’. Sobre isso, digamos assim: intimidade é a ‘experiência da experiência de vida aplicada à profissão’, acredito que essa frase consiga explicar o que penso sobre tal tema.
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Em certo momento do texto, o autor insiste que não devemos de cara já escolher um lado de uma discussão. Ele diz para analisar bem as informações para então concluir algo a partir delas e enfim tomar partido, ou não de uma idéia. Com isso ele usa de exemplo as campanhas da Benneton, com as polêmicas fotos de Oliviero Toscan. Sendo um assunto com defensores e contestadores (eu confesso que é novidade para mim), Stalimir Vieira o usa ‘apenas’ como um entre tantos jeitos de ‘pensar ao contrário’ que deu certo no geral, mas encontrou quem criticasse. Mais uma vez ele mostra que não existe uma ‘forma correta’ de fazer publicidade. Em certo momento ele chega a escrever: ‘Façam como quiserem’, pois não tem certo ou errado nas campanhas publicitárias (exceto, obviamente, quando se tratando de casos extremos envolvendo algo que denigra alguém, ou um grupo).
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No entanto, para ‘fazer como queremos’, no caso, ‘fazer publicidade como queremos’, deve-se entender o conceito de criação publicitária. E tal função, Stalimir Vieira faz muito bem, simplesmente nos revelando a significado da palavra criação: ‘qualquer forma de causalidade produtiva’; e de causalidade: ‘produção de um efeito ligado a uma causa’. Logo, ‘criação é um efeito produzido, resultante de uma causa’
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(vale relevar que no texto ele chama nossa atenção para o fato palavra ali escrita ser ‘causalidade’ e não ‘casualidade’ – em um artifício de escrita razoavelmente bastante utilizado em todo o texto, e isso até que chega a nos divertir, pois o autor o faz com categoria; ele conversa com o leitor e o entretém)
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Finalizando a escrita com um valioso conselho, Stalimir Vieira diz que não devemos tentar impressionar. Ele nos conta que enquanto tentava pensar em alguma idéia genial que lhe valesse um Leão em Cannes, ele não conseguiu pensar em nada. Porém, depois de relaxar, esquecer os prêmios, e deixar sua mente fluir sem aquela ‘auto-pressão’, ele conseguiu mais do que queria, indo trabalhar na Espanha. È necessário manter sempre uma postura humilde e simples perante os fatos, e não tentar logo de cara bolar algo ambicioso e complexo. O essencial em ser publicitário é pensar na estratégia, ter bom senso, e aplicá-lo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Em Defesa do "Em Defesa da Propaganda" [2]

Isso era para ser apenas um comentário adicional aos meus argumentos presentes na postagem anterior em resposta à crítica que recebi. Mas visto o tamanho da mesma, uma postagem me pareceu mais adequada do que apenas mais um comentário
....
E para já deixar claro o erro de tradução do título do livro citado, ‘advertising’ é publicidade em inglês; e ‘propaganda’ é propaganda (por que complicar as coisas?!). E não, publicidade e propaganda não são a mesma coisa; a primeira se liga ao conceito de produto, a segunda ao de idéia. Logo, quando se é dito ‘Em Defesa da Propaganda’, deve ser entendido ‘Em Defesa da Publicidade’
....
“necessidades artificiais que substituem as reais - as quais o capitalismo não é capaz de satisfazer” – disse Toti, em meio a vários outros apontamentos
....
Eu sabia que uma hora ou outra um esquerdista iria ler meu texto e chegar para promover seu desgosto ao capitalismo. Nada contra. Tudo bem, cada um com suas crenças. Uns são realistas, outros sonhadores. Eu sou um realista; um ser humano capitalista vivendo em um país capitalista em mundo capitalista cheio de outros seres humanos capitalistas. Entendo que esse mundo capitalista é mais ou menos que uma merda, mas ainda sim, ele é uma merda. Pode-se empregar a conjugação do verbo no presente do indicativo, isto sendo uma indicação de que ele existe. E existi por que existe, por que somos assim e durante séculos construímos esse mundo. E como era de se esperar, pois é comum da natureza humana, surgiu uma segunda opção: o socialismo. Porém, uma vez que este visa desconsiderar o conceito de propriedade, tornou-se inviável sua aplicação. Pois digo que desde que o índio olhou para a maçã e disse: “É minha!” o ser humano nunca mais vai se desvencilhar dessa realidade de posse.
...
Dito isso, vivendo nessa realidade de posse, consequentemente há a realidade da compra e da venda. Pois bem, para se vender alguma coisa, alguém tem vender ‘algo’ para um outro alguém que queira comprar esse ‘algo’. E para isso é preciso propagar a notícia de que se quer vender ‘algo’. Somente assim, o sujeito que quer vender ‘algo’ consegue a publicidade necessária para que a notícia da existência de seu ‘algo’ chegue ao conhecimento do sujeito que quer comprar tal ‘algo’. Também, uma vez que o mesmo ‘algo’ passa a ser produzido e vendido por diferentes pessoas, essas querem que seu ‘algo’ seja mais conhecido e tenha mais destaque na mídia do que o ‘algo’ de seus concorrentes, para, deste modo, vender mais que eles e, por conseguinte, ganhar mais (o que é a lógica do ‘sistema’). E essa missão de propagar a notícia é o que faz a publicidade.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Em Defesa do "Em Defesa da Propaganda"


-Tendo sido solicitado para a nota da cadeira de Teoria e Prática da Comunicação Publicitária uma versão escrita da minha apresentação no primeiro seminário que participei na vida, aqui publico tal texto. Espero que os transeuntes que por aqui passarem deem uma lida, mesmo que rápida. Tentei dar um toque mais coloquial no argumentos presentes no texto original de Jerry Kirkpatrick. Postem aí comentários e críticas (tanto positivas quanto negativas - detesto trabalhar no escuro). Digam se é inteligível o que escrevi, digam se consegui passar a ideia principal sobre o assunto. Aí vai:




*A Propaganda subliminar supostamente “ilude e manipula”* > primeiro tópico do terceiro capítulo, de título 'O suposto poder coercitivo da Propaganda'


-Deste assunto já condensado por Jerry Kirkpatrick em quatro páginas, as primeiras do terceiro capítulo de seu livro ‘Em Defesa da Propaganda’, não há muito que acrescentar. [nota-se que o título em português foi mal traduzido; matéria para uma próxima postagem]


-Inspirada na psicologia freudiana, a acusação que Kirkpatrick rebate e desmente tão bem é a que os críticos mantêm de que a propaganda supostamente ilude e manipula o consumidor. E infelizmente, essa acusação ganhou muita popularidade.


-Um dos motivos dessa popularidade da acusação, de acordo com Kirkpatrick, é resultado “da inabilidade de muita gente em identificar a natureza e as causas de suas emoções”, e devo dizer que concordo. Digo, se esse é de fato um dos motivos da popularidade da propaganda, não tenho como afirmar (embora eu também concorde com isso), mas certamente o autor está certo quanto a ‘inabilidade’ citada. Sempre que alguém compra alguma coisa, não usa e reclama, a “culpa” é sempre da propaganda. Comprou por que quis! Ou agora a culpa é minha se o sujeito não pensa direito antes de torrar o salário na primeira coisa que vê pela frente?! Não, não é! A culpa é dele e somente dele. A propaganda de um produto aponta um revolver para ti e ordena: ‘Me compre!”? Não, é claro que não.


-Kirkpatrick afirma também que grande parte da popularidade que acusação ganhou se dá no mau uso da palavra ‘subliminar’. Pois bem, vejamos: “Subliminar: diz-se de estímulo indireto que atua no subconsciente”. Então, de acordo com esse significado de ‘subliminar’, presente no dicionário Houaiss, qualquer um pode tirar suas próprias conclusões quanto ao uso certo ou errado do termo. E, relevando a já citada inabilidade de muita gente em saber o que pensa, não seria estranho pensarmos que essas mesmas pessoas não soubessem o correto significado de ‘subliminar’.


-Outro fator relevante no contra-ataque à acusação, aliás, o principal fator, o melhor argumento para “quebrar a cara” de quem (pensa que) se sustenta com a crítica da propaganda subliminar ‘ilusionista’ e ‘manipuladora’ se baseia na seguinte contradição: uma vez que a noção de percepção subliminar é a “capacidade de perceber alguma coisa que está abaixo do nosso limite de percepção”, o conceito não é válido, já era. Como raios alguém pode acusar algo de manipular o subconsciente das pessoas se esse alguém estaria também a mercê desta ‘manipulação subliminar’ e, logo, não poderia ter conhecimento da existência da mesma?


-Por fim, pode-se concluir que essa acusação sobre o suposto poder subliminar da propaganda não passa de uma crítica infundada que se autodestrói com seus próprios argumentos contraditórios entre si.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Adam Smith Estava Errado De Novo



Enquanto eu estava na pacata cidade litorânea de Imbé, o mundo dos homens deu um solavanco.

Janeiro de 2009, a Crise Econômica desencadeada pelos EUA em 2008 passa a mostrar seus efeitos. Milhões de negócios e empreendimentos são esmagados e outros milhões de pessoas ficam sem dinheiro para manter suas vidas e suas famílias.  O desemprego atinge em massa todo o norte do globo, principalmente Estados Unidos, Europa e China. 

Ao ler estas notícias, eu vejo uma ironia profunda e até um tanto imbecil. 

Afinal de contas, o "Grande Furo Econômico" foi causado nada mais nada menos porque os banqueiros do mundo todo levavam como lema de seus investimentos o Laissez-Faire. A famosa frase clichê: "deixa acontecer". Há mais de 20 anos os neoliberais deixam as "coisas" acontecerem a favor de seus cofres. A História prova que uma hora ou outra os "ventos" iam mudar de direção.

O discurso da "Nova Ordem Mundial", tão falado no final dos anos 80, que prometia um mundo maravilhoso com a abertura total dos mercados e o fim do poderio da União Soviética - os verdadeiros "inimigos da liberdade"- já havia caído por terra de vez com o atentado de 11 de Setembro, em 2001. A Administração Bush ainda piorou a situação promovento guerra contra o Iraque. Com a crise de 2008 acabou-se finalmente a ilusão. 

A "liberdade" dos neoliberais fracassou de novo. Digo "de novo" pois a crise de 1929 é irmã gêmea desta presente nas bolsas de valores em 2009. Mas como então os economistas permitiram um erro tão absurdo, se tivemos a oportunidade de aprender com o passado?? - me pergunto. Entretanto logo me vem a resposta óbvia: dinheiro no bolso deixa o ser humando arrogante e tão idiota quanto uma galinha: gosta de comer e esqueçe que come para virar jantar. 

Assim, o final de uma Era é apenas o começo de outra. Aliás, como que por coicidência, os EUA têm um novo Presidente que já começou o projeto de intervenção Estatal. Barack Obama já começou seu trabalho de "limpar o chiqueiro". 

 Mas não é só os norte-americanos que estão atarefados. 

A Islândia - modelo de país idelizado dos neoliberais- fez uma Revolução em Janeiro de 2009.
O País considerado o "mais feliz do mundo", ao sofrer pesadas perdas com a Crise, ficou de cara feia. Pela segunda vez da História o povo feliz Islandês foi bobardeado por gás lacrimogêneo ( a outra vez foi em 1949). Mas um protesto em massa derrubou do poder o Governo Neo-liberal.

Num ato de "fúria", a Islândia derrubou o Governo Neoliberal


Praça tomada por manifestantes, em Reykjavik - Islândia

Ouve repressão, mas a Crise falou mais alto e o Governo caiu

Outro indício do fim dos tempos de liberdade econômica foi a Greve Geral na França.
Juntos na maior greve já feita nos último 40 anos, cerca de 2 milhões de desempregados, trabalhadores, estudantes e aposentados marcharam em um protesto anti-crise. Na quinta feira 29 de Janeiro de 2009 a França literalmente parou.


Greve Geral. A França parou em protesto ao Neo-liberalismo


Não só a França mas como todos os países Europeus enfrentam um clima de insatisfação. E as greves passam a fazer seu verdadeiro papel: impor as regras do jogo.


Greve em muitos países da Europa


Então, para finalizar a grande ironia de tudo, é em Janeiro que acontece sempre o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Desde início dos anos 90 este Fórum foi a maior reunião anual de baqueiros, empresários e políticos para disseminar o neoliberalismo mundo a fora. Conseguiram. Contudo conseguiram mais "um pouquinho" de seus objetivos. Queriam tanto Liberdade econômica? Agora têm uma Crise Mundial. 

Davos: Abaixo de neve e abaixo de Crise os Neo-liberais se reúnem pela última vez

Mas neste Janeiro de 2009 o tema do Fórum não foi o neoliberalismo. Foi, enfim, a Crise. E as "Estrelas" dos anos anteriores - como empresários e banqueiros bem sucedidos- não compareceram. Porque? Simples: eles faliram com a crise. O "Feitiço virou contra o Feitiçeiro". 

E os EUA, que sempre foram a liderança no Fórum, cederam lugar para o novo Guru dos capitalistas: Valdimir Putin.

Agora, os neoliberais aprendem lições com o "Papa" da Autoridade Estatal. E, para variar, o sujeito é o "Lorde da Rússia"- o tão temido inimigo da liberdade.

Este mundo é irônico.






quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Oscar 2009 - Melhores Efeitos Visuais e Melhor Maquiagem: 'Semi-finalistas'

Antes do previsto, a Academia revelou os sete semi-finalista na categoria Melhores Efeitos Visuais:
Austrália
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Hellboy 2 - O Exército Dourado
Homem de Ferro
Viagem ao Centro da Terra - O Filme
A Múmia: Tumba do Imperador Dragão

Acertei apenas quatro títulos: Batman - O Cavaleiro das Trevas, Hellboy 2 - O Exército Dourado, Homem de Ferro e A Múmia - A Tumba do Imperador Dragão. Uma média relativa. Mesmo que não tenha visto nem metade dos concorrentes, não fico tão orgulhoso dos acertos (em 2008 previ cinco dos sete, e acertei os três indicados!)

Tendo os semi-finalistas, eu poderia tentar adivinhar os três filmes que passarão pela última seleção e estarão competindo por um Oscar no dia 22 fevereiro, mas não farei isso agora. Tentarei assistir a todos primeiro.

Hoje, a Academia também anunciou os 'pré- indicados' a Melhor Maquiagem:
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Hellboy 2 - O Exército Dourado
The Reader
Sinédoque, New York
Trovão Tropical
The Wrestler

Como dessa lista só assisti a Batman - O Cavaleiro das Trevas, não arriscarei prever os indicados finais

Feilz Ano Novo!

07/01 - fim do vestibular
2009 começa hoje.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Oscar 2009 - Melhores Efeitos Visuais: 'Semi-semi-finalistas'

Aqui estão os 'semi-semi-finalistas' a uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais de 2009. Essa lista de 15 filmes será reduzida a sete no início de janeiro (aí sim os semi-finalistas). E dia 22 (de janeiro!) serão anunciados todos os indicados ao Oscar 2009 (que se realizará exatamente um mês depois). Na categoria de Melhores Efeitos Visuais somente três longas chegam a 'final'.
Para quem não se deu ao trabalho de ler minha última postagem, botei minha nota ao lado de todos os filmes selecionados (a exceção dos que não assisti)
Obs: os links (seguros) são do site (muito bom, devo dizer) http://www.cinemaemcena.com.br/
Tirei de lá a notícia, e recomendo as críticas de Pablo Villaça.

Austrália (não chegou ao Brasil)
As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian (não vi)
Cloverfield - Monstro (*)
O Curioso Caso de Benjamin Button (não chegou ao Brasil)
Batman - O Cavaleiro das Trevas (*****)
O Dia em que a Terra Parou (não chegou ao Brasil)
Hancock (não vi)
Hellboy II - O Exército Dourado (não vi)
O Incrível Hulk (****)
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (****)
Homem de Ferro (*****)
Viagem ao Centro da Terra - O Filme (não vi)
A Múmia: Tumba do Imperador Dragão (não vi)
007 - Quantum of Solace (***)
As Crônicas de Spiderwick (não vi)

Fico intrigado como o fato de 'Speed Racer' não estar na lista (hum...). 'O Procurado' também parece fazer falta.
Bom, seis eu não vi e três ainda não estreiaram no Brasil, sobrando apenas seis produções para eu comentar. Comentar não é bem o termo correto, vou apenas dar uma nota de 1 a 5 para os efeitos dos longas aos quais eu assisti.

Cloverfield - ***
Batman: O Cavaleiro das Trevas - ****
O Incrível Hulk - *****
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal - *****
Homem de Ferro - *****
007 - Quantum of Solace - ***

Ah, eis os sete que eu acredito que estarão na lista dos semi-finalistas (sem ordem/ e me concedo o direito de chutar um oitavo filme):

As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian
Batman: O Cavaleiro das Trevas
Hancock
Hellboy II - O Exército Dourado
O Incrível Hulk
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Homem de Ferro
A Múmia: Tumba do Imperador Dragão

Veremos minha porcentagem de acertos.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Filmes 2008!

Em 2006 fiz minha primeira lista de ‘melhores de ano’; o Top 10 dos filmes que eu tinha visto no cinema.

Top 10 de 2006 no Brasil
01. O Grande Truque
02. Munique
03. Piratas do Caribe: O Baú da Morte
04. Xeque-Mate
05. V de Vingança
06. Syriana
07. Filhos da Esperança
08. Missão Impossível III
09. 007 Casino Royale
10. E Se Fosse Versade

No ano passado, repeti o feito.

Top 10 de 2007 no Brasil
01. Ventos da Liberdade
02. Bobby
03. O Ultimato Bourne
04. Diamante de Sangue
05. Zodíaco
06. Tropa de Elite
07. Justiça a Qualquer Preço
08. Um Crime de Mestre
09. Perfume - A História de um Assassino
10. Piratas do Caribe – No Fim do Mundo

Só que, influenciado por familiares e inspirado em um grande crítico de cinema, passei a também anotar todos os filmes que via. De início, em uma agenda, eu anotava tudo: titilo original, pontos altos e baixos, a mídia (DVD, Cinema...), o dia e o horário em que assisti ao filme, e uma nota de 1 a 5. Obviamente que isso não durou muito tempo. Cansei de tanto empenho. Fiquei quase um mês parado. De repente, fui ao computador e escrevi todos os filmes que tinha visto nesse intervalo. Agora sem constar o horário, e os pontos altos e baixos. Finalizei 2007 tendo visto 187 filmes! Fiquei extremamente surpreso! 187 filmes?! É muita coisa! Mas, aparentemente não contente em ter visto essa quantidade de filmes (sendo 70 deles no cinema!), resolvi fazer a minha versão do Oscar. Simples, são praticamente as mesmas categorias e mais outras, só que sou eu quem escolhe os indicados e os vencedores. É o máximo! Foi muito divertido.

2008 não foi diferente.


Top 10 de 2008 no Brasil
01. Batman: O Cavaleiro das Trevas
02. Ensaio Sobre a Cegueira
03. Apenas Uma Vez
04. Desejo e Reparação
05. O Escafandro e a Borboleta
06. Wall-E
07. Senhores do Crime
08. Os Indomáveis
09. Sangue Negro
10. Homem de Ferro

Ghuyer Awards 2008
Obs: não desmerecendo outros títulos nesta disputa, assim como na lista dos 10 melhores do ano, aqui concorrem somente os filme eu vi. Podendo haver desfalques não por eu não considerar tal filme menos capaz, e sim pelo fato de eu não tê-lo visto; o vencedor está em vermelho.

Melhores Efeitos Visuais
- Homem de Ferro
- Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
- Speed Racer
- O Incrível Hulk
- Batman: O Cavaleiro das Trevas

Melhor Som
- Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
- Onde os Fracos Não Têm Vez
- Os Indomáveis
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- Wall-E

Melhor Maquiagem
- Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
- Piaf: Um Hino ao Amor
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- O Escafandro e a Borboleta
- Jogos Mortais 5

Melhor Trilha Sonora
- Desejo e Reparação (Dario Marianelli)
- Os Indomáveis (Marco Beltrami)
- Batman: O Cavaleiro das Trevas (Hans Zimmer & James Newton Howard)
- Kung Fu Panda (Hans Zimmer & John Powell)
- Wall-E (Thomas Newman)

Melhor Canção
- “Happy Working Song”, de Alan Menkel & Stephen Swartz (Encantada)
- “Falling Slowly”, de Glen Hansard & Markéta Irglová (Apenas Uma Vez)
- “Lies”, de Glen Hansard & Markéta Irglová (Apenas Uma Vez)
- “When You’re Mind is Made Up”, de Glen Hansard & Markéta Irglová (Apenas Uma Vez)
- “Down to Earth”, de Peter Gabriel & Thomas Newman (Wall-E)

Melhor Montagem
- Desejo e Reparação
- O Suspeito
- Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- O Escafandro e a Borboleta

Melhor Figurino
- Desejo e Reparação
- Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
- Os Indomáveis
- Homem de Ferro
- Batman: O Cavaleiro das Trevas

Melhor Fotografia
- Desejo e Reparação (Seamus McGarvey)
- Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Dariusz Wolski)
- O Escafandro e a Borboleta (Janusz Kaminski)
- Ensaio Sobre a Cegueira (César Charlone)
- Não Estou Lá (Edward Lachman)

Melhor Direção de Arte
- Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
- Sangue Negro
- Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Roteiro Adaptado
- Desejo e Reparação (Christopher Hampton)
- Sangue Negro (Paul Thomas Anderson)
- Batman: O Cavaleiro das Trevas (Christopher & Jonathan Nolan)
- O Escafandro e a Borboleta (Ronald Harwood)
- Ensaio Sobre a Cegueira (Don McKellar)

Melhor Roteiro Original
- O Suspeito (Kelley Sane)
- Senhores do Crime (Steven Knight)
- A Vida dos Outros (Florian Henckel Von Donnesmarck)
- Wall-E (Andrew Stanton)
- Apenas Uma Vez (John Carney)

Revelação
- John Carney, Glen Hansard & Markéta Irglová (Apenas Uma Vez)

Melhor Atriz Coadjuvante
- Keira Knightley (Desejo e Reparação)
- Meryl Streep (O Suspeito)
- Laura Vasiliu (4 meses, 3 semanas e 3 dias)
- Marcia Gay Harder (O Nevoeiro)
- Cate Blanchet (Não Estou Lá)

Melhor Ator Coadjuvante
- Russell Crowe (Os Indomáveis)
- Colin Farrell (Sonho de Cassandra)
- Aaron Eckhart (Batman: O Cavaleiro das Trevas)
- Heath Ledger (Batman: O Cavaleiro das Trevas)
- Brad Pitt (Queime Depois de Ler)

Melhor Atriz
- Amy Adams (Encantada)
- Ellen Page (Juno)
- Marion Cotillard (Piaf: Um Hino ao Amor)
- Julianne Moore (Ensaio Sobre a Cegueira)
- Markéta Irglová (Apenas Uma Vez)

Melhor Ator
- Johnny Depp (Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet)
- Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)
- Viggo Mortensen (Senhores do Crime)
- Christian Bale (Batman: O Cavaleiro das Trevas)
- Mathieu Almaric (O Escafandro e a Borboleta)

Melhor Elenco
- Desejo e Reparação
- Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- Ensaio Sobre a Cegueira
- Não Estou Lá

Melhor Diretor
- Joe Wright (Desejo e Reparação)
- Christopher Nolan (Batman: O Cavaleiro das Trevas)
- Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta)
- Fernando Meirelles (Ensaio Sobre a Cegueira)
- John Carney (Apenas Uma Vez)

Melhor Filme
- Desejo e Reparação
- Batman: O Cavaleiro das Trevas
- O Escafandro e a Borboleta
- Ensaio Sobre a Cegueira
- Apenas Uma Vez

Distribuição das Indicações
14 – Batman: O Cavaleiro das Trevas
9 – Desejo e Reparação
7 – Apenas Uma Vez/ O Escafandro e a Borboleta/ Ensaio Sobre a Cegueira
6 – Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
4 – Os Indomáveis/ Wall-E
3 – Não Estou Lá/ Sangue Negro/ O Suspeito
2 – Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto/ Senhores do Crime/ Encantada/ Piaf: Um Hino ao Amor/ Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal/ Homem de Ferro
1 – Juno/ Sonho de Cassandra/ Queime Depois de Ler/ 4 meses, 3 semanas e 2 dias/ O Nevoeiro/ A Vida dos Outros/ Kung Fu Panda/ Jogos Mortais 5/ Onde os Fracos Não Têm Vez/ Speed Racer/ O Incrível Hulk

Relação dos Vencedores
9 – Batman: O Cavaleiro das Trevas
3 – Desejo e Reparação
2 – Piaf: Um Hino ao Amor/ Apenas Uma Vez/ Wall-E
1 – O Nevoeiro